desejos gastronômicos internacionais

Em meio a esse abandono de fim de ano em que se encontra este blog, não contei sobre a minha futura viagem, né? Pois então, estou indo para a Alemanha e Hungria com a minha família para o Natal e Ano Novo. Depois meu irmão e eu vamos passar uma semana em Londres, o que eu espero que seja o suficiente para matar um pouco das saudades de lá.

E sabe como quando a gente fica fora do país dá saudade de guaraná, goiabada, churrasco (e pra muita gente, menos eu, feijão)? Bom, desde que eu voltei da Inglaterra tenho saudade de um monte de comidas de lá. E isso acontece com vários países que eu visito também. Então pretendo aproveitar muito bem esse passeio para comer muito! Aqui vai um pequeno roteiro gastronômico dos meus destinos:

1. Alemanha

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Uma “wurst” não identificada e bratkartoffeln desfocadas no fundo. Isso foi em Innsbruck, mas tá valendo pra Alemanha também.

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Pia e eu, em 2010, no Winter Wonderland de Londres… que é cheio de coisas alemãs!

Quando eu fui pra Alemanha a primeira vez, escolhi minha “wurst” preferida. Acho que era a Krakauer. Pretendo fazer essa escolha novamente. Pão com wurst e mostarda é muito bom, melhor ainda se tiver bratkartoffeln (a versão alemã das “home fries“, que pode levar bacon, cebola e salsa) de acompanhamento. E como vamos para Nürnberg* na época do Natal, o Weihnachtsmarkt (feira de Natal) pode ser uma forma de lembrar do Winter Wonderland, de Londres, que costuma trazer receitas alemãs, como o tradicional glühwein** (vinho quente, conhecido como mulled wine em inglês), muito embora eu tenha escolhido tomar o chocolate quente com Baileys. Eu também não reclamaria se tivesse crepe de chocolate kinder…

* descobri que escrevia o nome da cidade errado… é Nürnberg, sem o E, em alemão, e Nuremberg em português.

**sobre glühwein, a Lu, que mora na Alemanha, fez um post bem legal esses tempos no Dolcissima Vita.

2. Hungria

Nós vamos passar o Réveillon em Budapeste, cidade que nenhum de nós conhece. As comidas de lá, então, serão novidade! Mas eu já estou animada com a perspectiva de ter páprica em tudo (e assustada com a possibilidade de comer carne de cavalo sem querer, o que acho que pode acontecer em outros países da Europa também… nada contra, sei que é hipocrisia, mas eu jamais comeria cavalinhos). O goulash não me empolga muito, porque originalmente, na Hungria, ele é uma sopa. Mas com o post sobre Budapeste da Ana, do blog This German Life, e este vídeo com dicas de brasileiros que moram na capital húngara, me empolguei pelas comidas mais simples e de rua. Tem o Lángos, que é um pão com alho e outros recheios vendido no mercado público da cidade, e o Kürtőskalács é uma massa doce assada em cilindros e vendida na rua. Também descobri que aparentemente pasta de berinjela é uma entrada popular por lá, e eu jamais nego pasta de berinjela. Será que vai páprica?

3. Inglaterra

Tea with Mr. Darcy, no Jane Austen Centre, em Bath

Tea with Mr. Darcy, no Jane Austen Centre, em Bath

Eu com muito cabelo, em 2009

Má, companheira de chá das 5

Conhecida como o país com a pior cozinha do mundo, a Inglaterra na verdade é cheia de comidinhas que sinto saudades… O fish&chips de pub, servido com ervilhas e molho tártaro; o delicioso sticky toffee pudding de sobremesa; o high tea com scones, clotted cream e geléia de morango (acompanhados de Earl Grey, meu chá preferido); os caramel shortcakes da Thornton’s; o full english breakfast com ovos, cogumelos e bacon; e todas as comidas de todas as outras partes do mundo que você encontra por lá. E também tem as bebidas: o Pimm’s, que é usado para fazer um ponche de verão e que eu provavelmente não tomarei dessa vez, as cidras (que lá são diferentes… são consumidas como cervejas, vendidas on tap) e Guinness. Além de tudo isso, dessa vez também vou jantar em um novo restaurante do Jamie Oliver, a Trattoria Jamie’s Italian que abriu em Richmond, bairro charmosinho e mais afastado onde fica o maior parque de Londres (que era onde o rei Charles I caçava, e que continua sendo o lar de veadinhos).

Richmond...

Richmond…

... e um veado-vermelho, uma das maiores espécies do seu gênero (:

… e um veado-vermelho, uma das maiores espécies do seu gênero (:

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berry pancakes

panquecas

É sábado! E eu já estava há dias planejando o café da manhã de hoje… afinal não dá para comer panquecas todo dia (porque, se desse, eu comeria). Eu estava pensando em fazer um blackberry syrup com as muitas amoras que ainda temos aqui em casa, mas eu gosto tanto de maple syrup que desisti e decidi que as amoras frescas seriam o perfeito complemento para ele. Eis que me choquei ao descobrir que ainda não compartilhei a receita das panquecas por aqui. Aí vai:

Panquecas
(tipo americana)

Ingredientes (serve 4)

3 ovos

225g de farinha de trigo

350 ml de leite

manteiga para fritar

Preparo

Misture todos ingredientes, menos a manteiga, no liquidificador. Derreta uma pontinha de faca de manteiga em uma frigideira grande e anti-aderente. Despeje a massa na frigideira até atingir o tamanho que quiser (eu faço as minhas com cerca de 15cm de diâmetro). Não vire a frigideira para espalhar a massa! O objetivo é que ela fique gordinha. Deixe fritando com o fogo médio até que a massa comece a ficar consistente por cima e dourada por baixo. Vire com uma espátula e deixe dourar do outro lado.

Na primeira panqueca, a frigideira ainda está esquentando. Nas próximas ela já vai estar bem quente, então tem que cuidar para não queimar a massa embaixo enquanto ela ainda está muito crua em cima. Então o que eu faço é o seguinte — tiro a frigideira do fogo, coloco um pouquinho de manteiga, que vai derreter e dourar instantaneamente. Já viro a frigideira para os lados para espalhar a manteiga rápido. Então seguro a frigideira reta, ainda fora do fogo, e despejo a massa, tomando cuidado para não desnivelar muito e espalhar tudo. Só depois disso volto ela para o fogo, e vou controlando a temperatura para ela fritar igualmente. Se a panqueca estiver demorando muito para dourar embaixo, dá pra aumentar um pouquinho o fogo — ainda é para ser um processo rápido. Segundo a receita, que é do Sue Lawrence’s Book of Baking, a média é de um minuto e meio, mais ou menos. O outro lado vai mais rapidinho.

berries

P.s.: As berries já estão fazendo parte do meu café da manhã a semana toda… mas com iogurte grego. Até agora, morangos frescos são o melhor acompanhamento que já encontrei para ele. Fica parecendo uma sobremesa — como o morango é azedinho, faz o iogurte parecer doce como chantilly, mas muito mais denso e cremoso.

o mistério da torta torta

pêssegos e amoras

Terça-feira minha mãe chegou em casa com uma caixa de amoras e outra de morangos. Eu fiquei MUITO empolgada com isso, já fui digitar “blackberry” no Pinterest para ter algumas ideias do que fazer. Minha primeira opção foi fazer um crumble com amora e pêssego (aquela sobremesa de fruta com farofinha de cuca em cima). Minha mãe disse que achava que não era época de pêssego… mas o que ela trouxe do mercado no dia seguinte? Há!

Decidindo entre um crumble e um cobbler (tipo um crumble, mas com uma massinha mais consistente que farofa), me veio outra ideia: TORTA! Eu nunca fiz tortas mais tradicionais, com massa mesmo… tudo que faço (limão, banoffee, cheesecake, morango) tem casquinha de bolacha. Mas pensei: quão difícil pode ser? Vou pegar uma receita da Martha Stewart e tudo certo.

Realmente, não é difícil. Mas saiba disso: você não decide ir para a cozinha e fazer uma torta, assim, na hora. Eu fiz isso — e acabei meio frustrada. A massa tem que ser feita com pelo menos uma hora de antecedência. Mas também dá pra fazer no dia anterior, o que é bom. Dá até para congelar e guardar para tortas futuras.

A receita que usei é essa aqui. Tive umas dificuldades no meio e comecei a inventar um monte de coisa pra tentar acertar o ponto… depois que terminei descobri que tinha um vídeo explicando tudo. Parabéns para mim.

Primeiro: eu não fazia ideia do que era um pastry blender, e tentei fazer a parte inicial em uma batedeira com um batedor para massas pesadas. Não dá certo — se eu aumentava a velocidade voava trigo pra todo lado, um desastre. No vídeo a mulher (que não é a Martha Stewart) usa um processador de alimentos, o que é bem mais esperto. O objetivo é deixar alguns micro pedaços de manteiga, que depois deixam a massa quebradiça in a good way. O que eu acabei fazendo foi terminar de misturar com as mãos — o que eu já sabia que era um erro, afinal o calor da mão ia derreter a manteiga, mas o que eu ia fazer, né? Erro número dois, consciente.

Bom, depois que adicionei a água fui tentar abrir a massa… e ela estava muito mole. Então comecei a colocar mais trigo. Esqueci de ler que tinha que gelar primeiro. Resumindo: li de novo a receita e coloquei a massa na geladeira. Quando tirei, ela estava dura, porque eu tinha colocado muito trigo. Lá fui eu colocar mais água… zona. Ou seja: a geladeira é muito importante. A segunda metade, que usei para cobrir a torta, gelou mais tempo e ficou bem melhor para abrir.

Ok, abri a massa em cima de um plástico filme, que ajudou a transportar ela para a fôrma. E aí vem a questão: como assa isso, agora? A receita não diz. Dei um google rápido e vi que tinha que colocar um papel manteiga por cima da massa e cobrir com baking beans, algo que eu nunca soube de que se tratava. Eu estava ignorando essa parte até que minha mãe chegou na cozinha e perguntou se eu ia assar com feijões. “Feijões?”, perguntei. Afinal, é daí que vêm os tal beans… Só eu não sabia disso? Por cima do papel manteiga você coloca feijões para fazer peso e não deixar a massa inchar. Assei assim por 10 min, depois tirei os feijões e o papel e deixei até ficar douradinha.

Para o recheio, usei quatro pêssegos descascados e cortados em gominhos e mais ou menos uma bandejinha de amoras. Misturei eles com açúcar e maizena — mais ou menos duas colheres de sopa de açúcar e uma de maizena. O pêssego estava bem azedinho, dava para ter colocado mais açúcar. Bem mais açúcar. Anyway. Esperei a massa esfriar antes de colocar o recheio dentro.

O erro final foi que depois que abri a massa para cobrir, tinha que esperar um pouco ainda, então coloquei ela de novo dentro da geladeira. Big mistake: quando tirei ela estava dura e quebradiça. Deixei fora um pouco e melhorou, mas mesmo assim ela já tinha se rachando toda. Ou seja: não coloque a massa já aberta na geladeira, ela tem que estar flexível para ajustar na fôrma.

Bom, pincelei com um pouco de gema e assei de novo até ela ficar dourada e cheirosa. O recheio ficou meio azedinho. E a massa ficou meio salgada demais, depois descobri por que: a receita do vídeo diz para usar uma colher de sopa de açúcar e uma colher de chá de sal. Na receita escrita, que eu segui, as duas são colheres de chá. Cadê a consistência, Martha Stewart?

Resumindo, primeira receita das amoras não obteve sucesso completo. Ficou uma torta meio torta. Mas é errando que se aprende, né?

Alguém aí tem uma receita de massa de torta pra compartilhar?

torta torta

do aspargo ao hollandaise

molho hollandaise

Desde que eu vi a Cleo os preparando em Somewhere, eu sonho em aprender a fazer ovos benedict. Hoje cheguei um pouco mais perto desse sonho, graças a uns aspargos que estavam quase estragando na geladeira.

É, tudo começou com os aspargos. Eu estava preparando outra coisa para janta quando lembrei deles, murchinhos, quase entregando os pontos. Então pensei que teoricamente aspargo combina com ovo, porque sempre vejo essa combinação por aí, embora eu nunca tenha comido eles juntos. E aí que tudo fez sentido: o que combina com ovo? Molho hollandaise, a maravilha cremosa que cobre os ovos benedict.

Coloquei os ovos para cozinhar e achei essa receita da BBC Good Food. Eu nunca fiz molho hollandaise — sequer comi molho hollandaise antes na vida. Mas a receita era de 10 minutos e decidi que hoje era o dia. Coloquei algumas fatias de um pão italiano duvidoso que minha mãe comprou no mercado para torrar e não olhei para trás.

E é verdade: todas essas coisas combinam muito bem. O molho é uma delícia gorda de manteiga e gemas, que complementa muito bem o ovo. O aspargo deu um amarguinho diferente. Ficou um prato assim meio café da manhã, talvez por isso eu gostei tanto. Meus pais também aprovaram. Agora só falta eu aprender a fazer um ovo poché, contrabandear muitos english muffins da Inglaterra e achar um bacon canadense para que meu sonho se torne realidade. Ovos benedict, me aguardem.

Molho Hollandaise

Ingredientes

125g de manteiga

2 gemas

1/2 colher de chá de vinagre de vinho branco

1 pitada de sal

“splash” de água gelada

suco de limão

pimenta caiena (ou a que você tiver…)

Preparo

Derreta a manteiga e retire a parte branca que se forma em cima. Mantenha ela quentinha. Em uma tigela de metal (que se encaixe em cima de uma panela para cozinhar em banho-maria), misture as gemas, o vinagre, o sal e um respingo de água gelada com um batedor de ovos. Coloque a tigela em cima de uma panela com água fervendo suavemente (em fogo baixo, sem borbulhar) e fique batendo sem parar por cerca de 2 ou 3 minutos, até que a mistura fique mais clara e grossa. O meu fogo é meio alto e a água tava fervendo um pouco demais… As gemas estavam ameaçando grudar na tigela e a mistura estava ficando meio empelotada… mas fui mexendo com vontade e deu tudo certo no fim.

Tire a tigela do fogo e vá adicionando a manteiga aos poucos, sempre batendo para incorporar bem e deixar o molho homogêneo. Ele vai ficar bem cremoso. Tempere com um pouco de suco de limão e pimenta (eu não tinha caiena e usei uma pitadinha de pimenta branca).

Eu coloquei a tigela de novo sobre a panela com a água quente (com o fogo desligado) e tampei, para manter a temperatura.

Montagem

Dourei os aspargos em uma frigideira com azeite de oliva e sal. É a forma que mais gosto de prepará-los. Coloquei eles em cima de uma torrada, com os ovos cozidos cortados ao meio, e cobri com molho hollandaise. Está servido (;

 

P.s.: Se você achou tudo muito complicado, essa receita aqui (bem no fim do post) promete ser bem mais fácil… Pretendo testar ela da próxima vez. E o texto todo vale a pena, uma incursão no mundo do hollandaise (;

pasteizinhos de brie

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Depois do ataque de um vírus malévolo, cá estou comendo mingau de quinoa e pedindo para a minha mãe fazer canja. Mas antes disso, quando eu ainda estava feliz e saudável, testei uma ideia rápida e fácil para servir para visitas de última hora — ou para fazer um petisco gostoso para você mesmo comer vendo televisão, que foi o meu caso.

Vi essa ideia na Claudia que, diga-se de passagem, acho que é a revista feminina com a melhor seção de culinária… Eu inclusive fiquei bem triste que a parte de comida não vem mais naquele caderno separado de antes, que eu sempre roubava da minha mãe. Anyway, a receita (se é que se pode chamar isso de receita…):

Ingredientes

1 pacote de massa de pastel pequena

1 pedaço de queijo brie

óleo para fritar

geléia de pimenta para servir

Preparo

Separe as massinhas de pastel (quantas quiser) e recheie cada uma com micro fatias de brie (quanto couber). Dobre a massinha no meio, com cuidado para não rasgar, e feche as bordas com o auxílio de um garfo. Aqueça o óleo e frite os pastéis — cuidado para não colocar no óleo muito quente, se não a massa fica escura muito rápido e o queijo mal chega a derreter. Escorra sobre papel toalha e sirva com geléia de pimenta.

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Depois tire uma foto focando no guardanapo.

Camarão para um dia de sol

Florianópolis. Sábado. Sol e 28 graus. Dezenas de praias a apenas alguns quilômetros de engarrafamento de distância. Uma situação perfeita, se você, diferente de mim, não estiver fazendo um tratamento para a pele que te impede de pegar sol. Enquanto todos meus amigos devem estar fazendo volume nas areias e nas estradas da Ilha, decidi não me desanimar – mesmo depois de pegar congestionamento a caminho do Mercado Público e ter que mudar de rota. Fui ao supermercado, comprei um pacote de camarão congelado mesmo, e me entretive por uma hora na cozinha. O resultado: camarões empanados com coco e geléia de pimenta e arroz basmati ao alho e limão siciliano.

Os camarões do supermercado são obviamente bem inferiores aos frescos, e também eram menores do que eu gostaria – praticamente sumiram dentro da mansinha. Mas mesmo assim ficou uma delícia. Nonetheless, recomendo escolher crustáceos mais graúdos. Dá para servir isso como petisco, com geléia de pimenta ou outro tipo de molho com sabor agridoce. Mas também vira uma refeição junto com o arroz, e os sabores se complementam muito bem. Acredito que essa receita completa dá para quatro pessoas. E como eu disse, levei uma hora para fazer tudo – achei que seria bem mais. Conclusão: estou feliz.

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P.s.: não trouxe câmera para floripa, então as fotos são de celular mesmo ~

Arroz ao alho e limão siciliano

1 xícara de arroz basmati
Azeite de oliva
6 dentes de alho picados
Raspas de um limão siciliano
4 colheres de sopa de suco de limão siciliano
Salsa picada para decorar

Preparo

Em uma frigideira, aqueça o azeite e doure levemente o alho. Não deixe ficar marronzinho, quando começar a pegar cor já adicione o arroz e frite um pouco. Tempere com sal. Acrescente duas xícaras de água fervendo e deixe cozinhar tampado. (Enquanto isso você pode ir preparando os camarões)

Quando estiver no fim do cozimento, só com aquela água no fundindo da panela, acrescente as raspas (reserve um pouco para decorar) e o suco de limão e deixe secar. Desligue o fogo e deixe tampado até a hora de servir. Coloque no prato e finalize com o resto das raspas de limão e a salsinha.

Camarão empanado com coco

200g de camarão
Sal e pimenta a gosto
1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher de café de fermento em pó
1/2 xícara de cerveja
3 colheres de sopa de leite de coco
Pimenta calabresa
Coco em flocos integral desidratado
Óleo para fritar
Geléia de pimenta para servir

Preparo

Em uma frigideira grande, coloque o óleo para esquentar – em quantidade suficiente para que os camarões bóiem nele. Tempere os camarões com sal e pimenta do reino. Em uma tigela, misture o trigo, fermento, leite de coco e a cerveja. Vai se formar uma massinha densa. Tempere com sal e pimenta do reino e, se quiser, adicione alguns flocos de pimenta calabresa. Em um prato fundo, coloque o coco em flocos (você vai precisar de meio pacotinho, mais ou menos 50g).

Tome um gole do que sobrou da cerveja. (Sério. Eu fiquei compenetrada cozinhando e deixei uma garrafa inteira esquentar). Mergulhe um camarão na massa, e o coloque sobre o prato de coco. Vá repetindo a operação até cobrir o prato com os camarões. Então vire-os, para pegar coco do outro lado, e os coloque no óleo. Frite até ficarem dourados por baixo, então vire um por um. Quando estiverem prontos, coloque sobre papel toalha para escorrer. Sirva com a geléia de pimenta.

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*Aspargos

Eu acho que não combina muito, mas fiz uns aspargos para não dizer que não tinha nenhum vegetal no prato. Enquanto preparava o arroz e o camarão, coloquei eles no forno com sal, azeite e um pouco de alho picado. Sinceramente, gosto mais dele refogado na frigideira com sal e azeite. É rápido, e fica crocante e saboroso.

maquiagem em miniatura

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Estou no processo de trocar minha bolsa preta gigante por uma amarelinha média. Isso significa reduzir a quantidade de coisa que eu acumulava nos bolsos externos e internos da antiga, que era praticamente um buraco negro para batons, canetas, notas de cartão de crédito e lápis de olho. Aproveitei para organizar um kit de maquiagem compacto, até porque não consigo lembrar de levar as coisas que uso todo dia junto quando saio de casa. Então juntei todas miniaturas que já comprei ou ganhei como brinde e consegui fazer um kit bem razoável para complementar a base compacta e hidratante labial, que já são meus companheiros inseparáveis.

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1. Corretivo, da Chanel: Esse na verdade é de tamanho normal, e eu comprei faz tempo já para usar como corretivo do dia-a-dia mesmo. Mas depois começar a usar outros, que aplico com pincel, e esse que é em bastão fica mais prático para um retoque.

2. Iluminador Watt’s up, da Benefit: Essa miniatura eu ganhei no kit de aniversário que a Sephora americana dá para quem tem o cartão da loja. Ele tem uma cor champagne bonita, e já que estou viciada em iluminador (uso o High Beam, também da Benefit), é bom ter na bolsa se precisar de mais um brilhinho durante o dia.

3. The Porefessional, da Benefit: Eu tenho uns três ou quatro desses mini tubinhos, ganhei eles com pontos do já mencionado cartão da Sephora. É bom pra tirar o brilho da pele durante o dia. Quem não tem muitas manchinhas ou vermelhidão (not my case at all), dá para usar só ele, sem base.

4. Máscara para cílios They’re Real!, da Benefit: Uso esse rímel todos os dias, e comprei um mini para sempre ter comigo (depois ganhei um extra no kit de aniversário). Eu nunca retoco o rímel, porque ele é à prova d’àgua e dura o dia todo, mas se sair sem e depois quiser ficar mais arrumadinha, ele está em stand-by.

5. Gloss, da Urban Decay: Esse mini-gloss vem com a paleta Naked 2 (a melhor paleta de sombras do mundo). Geralmente carrego o batom ou gloss que estou usando (e aos poucos vão se acumulando vários na bolsa), mas caso saia sem nada e no meio do dia queira passar alguma coisa, tem esse back-up.

6. Blush, da Bourjois: Ultimamente no dia-a-dia eu raramente uso blush, passo só um bronzer na parte mais alta da maçã do rosto. Mas gosto bastante desse blush cor de pêssego, que dá até pra passar bem pouquinho em outras áreas do rosto como o nariz e a testa parar tirar o branco depois de reaplicar a base, sem deixar avermelhado.

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Meu amor por maquiagem e por miniaturas se unem por mais espaço e menos peso na minha bolsa (:

coisinhas random #3

Faz um tempinho, né? A semana foi meio uneventful, tirando um merengue trágico que não deu certo e me causou tristeza demais para compartilhar por aqui… Mas tem umas coisinhas:

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1. Meu novo café da manhã preferido na Trindade. Tá, eu nunca tive um café da manhã preferido na Trindade… Minhas opções em Floripa costumavam ser Padeiro de Sevilha no Centro ou François em Santo Antônio (que permanecem sendo ♥). Mas no meu último fim de semana na cidade fui no Berinjela pra experimentar o cardápio de café da manhã deles. Eu já tinha comido uns sanduíches de almoço lá, que embora gostosos (a maionese de alho é a melhor parte, recomendo já pedir uma porção extra porque vem bem pouquinho), não achei aquilo tudo. Mas o sanduíche de croissant com queijo e presunto (foto) me conquistou. Ele vem no combo de café da manhã Buenos Aires, servido até 10h30, que inclui um suco de laranja e um café Latte ou Americano por R$15,95. Durante o resto do dia, o mesmo sanduíche se chama Paris e custa R$9,95 sozinho. É crocante e quentinho, e o atendimento no sábado às 10h foi o melhor que já tive por lá.

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2. Adri, como sempre, preparando delícias: vinho frisante rosé da Salton, carambolas, limão siciliano, maçã verde e uvas.

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3. Pressinto que em breve teremos receitas com maracujá.

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4. Ganchinhos faux-parisienses da lojinha mais fofa de Rio do Sul, a Casa de Baunilha, onde também vende, para minha alegria, …

chás

5. …chás! Minha mãe decidiu que bastava da minha bagunça com mil embalagens diferentes, e compramos essa caixinha de acrílico. Agora estão todos à mostra! (bom, quase todos… restam as latinhas de loose tea e as caixas dos saquinhos que não vêm embalados um a um).

P.s.: Tenho uma teoria da conspiração. Recentemente começaram a aparecer por aqui caixinhas da Twinnings em português e espanhol, que não sei se são embaladas aqui ou o quê… O produto continua sendo inglês, mas eu JURO que o chá que vem nas caixas antigas, importadas, é melhor. Senti isso no de hortelã, depois que passei de uma caixa daquelas maiores para essa nova. A segunda tinha muito menos sabor. Tive experiência semelhante com o de frutas vermelhas. Continua sendo bem melhor que nossos chás nacionais, mas mesmo assim…

embrulhado para presente

Assim como a minha mãe, guardo todo papelzinho fofo, lacinho de presente e sacola legal que aparecem pela minha frente. Lojas que embrulham a roupa nova em papel de seda fazem o meu mundo mais feliz. Tenho uma caixinha cheia dessas coisas, que já me ajudou algumas vezes quando precisei me virar para embrulhar um presente em casa de última hora. Já fiz laço com alça de sacola, cartão com a contra-capa de catálogo, e por aí vai.

Esse fim de semana comprei livros para as minhas amigas Adri e Mauren, e quando estava na fila pensei em como são deprimentes aqueles saquinhos brilhantes da Saraiva… e já que eu tinha tempo, né! Voltei e peguei um pacote de envelopes (porque nem papel branco eu tinha em casa), com a ideia de decorar eles com carimbinhos. Esqueci que os carimbos não estavam mais em Floripa… Mas sem problemas! Abri minha caixinha de papéis guardados e ficou ainda mais legal.

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O pacote colorido fiz com uma tira de papel de seda que veio em uma sacola da Farm — o adesivo fofo já veio grudado nele. No outro usei o papel de um presente da Imaginarium, e para dar um pouco de cor usei o verso de uma etiqueta de roupa da Farm, amarrada com a fitinha de um laço de presente. Para escrever a mensagem usei uma daquelas etiquetadoras old school, que escrevem em alto relevo.

Dar presentes é tão legal, ainda mais se for em pacotes coloridos e feitos com carinho (:

coisinhas random 2

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1. Eis uma french toast bem mais apresentável que a do post com a receita. Está rapidamente se tornando meu café da manhã oficial aos sábados.

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2. Confirmei: a exposição do Kubrick que está no MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo é a mesma que vi no Lacma, em Los Angeles, em março (foto). Naquele dia, fiquei lendo com toda calma todos os trechos dos roteiros que tinha na primeira sala e, quando estava olhando as câmeras e lentes que ele usava, o guardinha veio me avisar que tinha só mais 10 minutos para o museu fechar. Passei correndo pelas salas seguintes — que tinham todas as coisas legais dos filmes. Foi trágico. Se passar por São Paulo antes de janeiro, com certeza vou lá conferir — vale super a pena.

picolés

3. Tenho uma nova parada obrigatória na Lagoa da Conceição. Duas semanas atrás a Má insistiu MUITO para que fôssemos na La Nieveria (a foto é do Facebook deles), que vende picolés no que aparentemente é “a moda mexicana”. Comi o torta de limão recheado com leite condensado — e recomendo pegar a versão sem o recheio, porque ficou muito doce. A Má pediu o de morango com leite condensado, que não experimentei, mas que ela diz que combina muito bem o azedinho do morango puro congelado com o docinho cremoso do leite condensado. Depois de dar uma volta na Lagoa, na hora de ir embora, confessamos que queríamos mais e voltamos. Comi um de kiwi, que estava muito bom, e a Má o de doce de leite com recheio de doce de leite — que não é enjoativo como poderia soar, e é uma delícia. Fica na rua Nossa Senhora da Conceição, 30.

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4. Olha, essa é a Má! (A Má Bento, tem a Má Ferraz também, que mora em São Paulo). Tem muitas fotinhas dela no meu Flickr no momento.

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5. Rádios e relógios de todos os tipos e tamanhos expostos na feirinha de usados do Centro Histórico de Floripa, que está acontecendo todos os sábados. Antes de sair do jornal, escrevi essa matéria sobre o início da feira, que continua firme e forte e com novos expositores. Inclusive a Fabi, personagem da matéria e dona de uma linda casa e do blog Casa de la Gracia, agora está participando da feira também, com um estande bem fofo montado na rua João Pinto.