misto de cogumelos

sanduíche

Depois que eu fiz aquele spaghetti do último post, sobraram meia dúzia de cogumelos na minha geladeira. O que, depois de você aprender essa receita do Jamie Oliver, é maravilhoso!

Você pode pensar: o que eu posso fazer com menos de um punhado de cogumelos? Seria até uma vergonha refogar eles, iriam desaparecer. Mas essa receita rápida rende um lanche delicioso com apenas TRÊS cogumelos (ou no meu caso, em que eram bem pequenininhos, seis). E ainda tem um truque que pode ser aplicado a uma variedade de mistos. Tudo que você precisa é de uma sanduicheira e dos seguintes ingredientes:

Ingredientes

2 fatias de pão (eu usei integral)

3 cogumelos paris, cortados em fatias grossas

queijo ralado ou fatiado (eu usei prato mesmo, mas dá para variar. gruyére ficaria ótimo!)

um punhado de folhas de rúcula, cortadas em tiras

limão siciliano

sal e pimenta do reino

azeite de oliva

4 fatias de salame

 

Modo de preparo

Passe um pouquinho de azeite de oliva dos dois lados de uma fatia de pão. Coloque o queijo e ajeite os cogumelos por cima, crus mesmo, um do lado do outro. Tempere com sal e pimenta. Coloque as folhas de rúcula por cima e tempere com algumas gotas de limão (pode ser generoso aqui, é o que dá o gostinho especial). Feche com a outra fatia de pão e passe mais um pouquinho de azeite de oliva do lado de fora.

Agora vem o truque: na hora de colocar na sanduicheira, ponha as fatias de salame do lado de fora do pão, em contato com a chapa. Feche sem apertar o pão* e deixe tostar bem. Na minha sanduicheira, deixo a luz verde acender duas vezes.

* Tem dois tipos de sanduicheira: aquela clássica que corta o pão no meio na diagonal e deixa as metades “gordinhas”, e aquela que é como se fosse um gril e que deixa o pão todo plano. Se a sua for a primeira, pode fechar normalmente. Se for a segunda, como a minha, não esmague o pão. apenas deixe o peso da tampa pressionando o sanduíche.

 

E é só comer! O cogumelo cozinha perfeitamente, a rúcula com limão deixa saboroso e o salame do lado de fora fica tostadinho. Já comi de janta, de café da manhã, e até de almoço. Recomendado! A receita é do livro “Jamie Oliver: 15 minutos e pronto”.

spaghetti integral com molho cremoso de cogumelos

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Olá, pessoas! Long time don’t see. Estou devendo vários posts já. Mas como fiz um macarrão rapidinho para o almoço hoje, deixo por aqui a receita.

Depois que descobri que de vez em quando tem bandejinhas de cogumelo baratas no mercado aqui em Rio do Sul, tenho comprado eles com mais frequência. Adoro cogumelos. Andei fazendo bastante sanduíches e risotos, e hoje resolvi experimentar um molho simples e super cremoso para acompanhar spaghetti integral. Diga-se de passagem, escrever o post me deixou com vontade. Deixo vocês com a receita e vou lá esquentar o prato que sobrou:

Ingredientes (serve 2 a 3 pessoas)

1/2 pacote de spaghetti integral

2 colheres de sopa de manteiga

1/2 cebola pequena picada

5 dentes de alho picados

1 bandeja de cogumelos paris (preferencialmente pequenos)

1/2 xícara de vinho branco

1 caixinha de creme de leite

tempero verde

sal e pimenta do reino

 

Modo de preparo

Enquanto o macarrão cozinha, derreta a manteiga em uma panela e refogue a cebola e o alho por alguns minutos. Fatie os cogumelos em fatias grossas e junte à panela. Acrescente o vinho e deixe evaporar. Tempere com sal, pimenta do reino moída na hora e tempero verde (eu prefiro salsa com cogumelos, mas como não tinha usei cebolinha). Escorra o macarrão quando estiver al dente. Junte o creme de leite aos cogumelos, que vão ter soltado uma água que vai se misturar ao molho. Quando estiver começando a ferver junte o macarrão na panela até ficar todo coberto pelo molho.

Voilà!

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ragu de vegetais

Ontem eu saí do escritório um pouco mais cedo para fazer almoço. Estava sozinha e abri a geladeira para ver o que dava para inventar… E encontrei vários legumes, alguns tristes e abandonados querendo estragar. Aí tive uma revelação! Lembrei de uma receita do Jamie Oliver de fusilli integral com ragu de vegetais e frango. Eu já estava fazendo arroz multigrãos com cogumelos, então decidi fazer só o ragu mesmo como acompanhamento pra um almocinho vegetariano. A receita é super versátil! E rápida de fazer. É uma boa ideia para aproveitar os restos de legumes no fim da semana.

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Ragu de vegetais

rende o suficiente para rechear 6 panquecas/cannellonis (com ricota) ou para servir de acompanhamento para 2 pessoas

Ingredientes

Vegetais

—   Eu usei ½ abobrinha, ½ berinjela, ½ cenoura, ¼ de um pimentão verde pequeno, 1 pimenta vermelha sem as sementes (deixei cair só algumas)

—   Na receita do Jamie (para 4 pessoas), vai 1 alho poró, 1 talo de salsão, 1 cenoura, 1 abobrinha, 3 pimentões vermelhos em conserva

Alho*

Azeite de oliva

Tomilho ou alecrim fresco

Passata ou extrato de tomate

*Não vai alho na receita original. Eu senti falta dele no final, então joguei alguns flocos de alho desidratado quando estava quase pronto. Pra quem gosta, acho legal colocar um dente já junto com os vegetais

Preparo

Corte os vegetais grosseiramente e coloque em um processador de alimentos até ficar tudo picado bem miudinho.

Coloque o azeite para esquentar em uma panela e acrescente os vegetais e o tomilho ou alecrim com uma pitada de sal e pimenta. Como eu tinha pimentão cru (e você possivelmente tenha alho), refoguei essa mistura por vários minutos.

Eu não sabia o que era passata de tomate (é um molho feito só de tomate, sem pele e sem sementes), então usei extrato mesmo — 3 colheres de chá e um pouco de água. Então adicione a sua opção de tomate e deixe cozinhar em fogo baixo.

Experimente o tempero… e é isso! Está pronto. Fica parecendo um ragu mesmo.

Cogumelos refogados

Eu sempre preparo cogumelos assim… dá para usar em sanduíches, risotos, molhos…

Ingredientes

Cogumelos paris fatiados

Salsa ou cebolinha picada

manteiga ou azeite

sal e pimenta

shoyu

Preparo

Derreta um pouco de manteiga (ou aqueça o azeite) em uma frigideira grande. Acrescente os cogumelos e refogue brevemente, já que eles cozinham super rápido. Acrescente a salsa ou cebolinha, tempere com sal, pimenta e uma colher de shoyu. Tire do fogo antes que ele amoleça demais.

Eu servi com arroz multigrãos cozido normalmente, no qual eu joguei o caldinho dos cogumelos que ficou na frigideira.

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Bônus!

Ha! Como sobrou meia porção do ragu, usei ele como recheio para cannellonis, já que tinha sobrado massa de quando minha mãe fez lasanha. Eu acho que esse recheio combinaria mais com panquecas… mas o procedimento é o mesmo, então aí vai:

Cannelloni/panqueca com ragu de vegetais

Despedace uma fatia grossa de ricota e tempere com sal e azeite de oliva. Espalhe a ricota e o ragu dentro da massa e enrole. Cubra com molho branco ou de tomate e queijo e coloque no forno bem quente até dourar.

Bom, o meu resto de ragu só deu para três cannellonis… então fiz um outro recheio para os demais:

Cannelloni de bacon com cogumelos

Frite tirinhas de bacon na frigideira até ficarem dourados, então retire o excesso de gordura. Acrescente um pouco de azeite e cogumelos paris fatiados e refogue até eles ficarem macios. Despedace um pouco de ricota, tempere com azeite e adicione os conteúdos da frigideira. Recheie a massa com a mistura e enrole-a. Cubra com molho branco e queijo e leve ao forno bem quente até dourar.

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And there you have it! Dois almoços (;

E logo logo vem o prometido post sobre Budapeste…

reeeecapitulando

Estou com vergonha. Sabe quando você esquece de devolver algo que pegou emprestado de um amigo e fica com vergonha sempre que encontra com ele e se lembra disso? Esse tipo de vergonha. Cada vez que pensava “ah! posso postar isso no blog”, desde que voltei de férias, lembrava de todas as coisas da viagem que prometi escrever por aqui mas nunca o fiz… E aí simplesmente não aparecia mais por aqui. Pois, quanto mais o tempo passa pior fica, então agora é a hora de quebrar o silêncio!

Agora já faz mais de um mês que voltei da Europa, mas vi/fiz/comi tanta coisa legal por lá que vale a pena recapitular (; Como a viagem durou três semanas e passou por três lugares bem diferentes, vou dividir as coisas… começando pela Alemanha!

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Nossa primeira parada foi Nürnberg.  O mercado de Natal da cidade é um dos mais antigos da Alemanha, e tem várias decorações fofas e comidas típicas. Experimentamos as nürnberger würstchen, linguiças alemãs típicas da região, que são pequenas, fininhas e bem saborosas. Também tomamos o tradicional glühwein (o quentão alemão) e comemos crepe de chocolate kinder (coisa que eu lembrava da Winter Wonderland em Londres… nham).

Passamos a véspera de Natal por lá, o que foi ótimo com exceção do cardápio da ceia: o pato selvagem servido de prato principal foi uma das coisas mais bizarras que já experimentei na vida. Eca. Em compensação, fiz as pazes com as vieiras, que eu tinha achado meio nojentas quando as comi em outra ceia de Natal anterior, em Berlin.

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Depois seguimos para Füssen, uma cidade pequena e pitoresca cercada de montanhas nevadas. A real atração lá são os castelos de Neuschwanstein e Hohenschwangau, que ficam nas redondezas. Na primeira noite achamos um restaurante chamado Herzl am Rathaus, onde eu e meu pai dividimos o maior prato de wiener schnitzel da história (pedimos dois, eles entenderam que era só um, e graças a deus).

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Pegamos neve no Neuschwanstein (: Só um pouquinho, mas rolou uma fotinho bucólica.

Depois ainda visitamos Munique e Stuttgart. Tudo com muita comida alemã e poucos canecos de cerveja (de um litro).

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De Stuttgart fomos para Budapeste (próximo post!) e na volta eu fiquei alguns dias com meu irmão na cidade onde ele está estudando, Karlsruhe. Fizemos uma pequena viagem de compras para Mannheim, ali por perto, e comemos em um restaurante turco muito bom que ele conheceu quando morou lá para estudar alemão. Além disso, cozinhamos com cogumelos, salmão (congelado, but still) e knödels (que são bolas de pão ou batata super legais que no mercado tem prontos em caixinhas).

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Ah! E last but not least: patinei no gelo! É muuuito legal.

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Agora já perdi a vergonha… próxima parada é Budapeste (;

salada refrescante de quinoa

Estou de volta! Depois de um mês de negligência, tanto cozinhar quanto escrever no blog estão na lista de coisas para me dedicar em 2014. Não pretendo sumir assim de novo… mas convenhamos que foi por um bom motivo, né? Encontrei muitos lindos lugares e comidas deliciosas durante as três semanas que passei viajando pela Europa. Além do restaurante do Jamie Oliver (que não me contive e postei imediatamente), tem muito mais coisa para contar. Ainda nem baixei as fotos para o computador, mas aos poucos vou postando tudo por aqui.

E desde que voltei, na semana passada, as coisas também não pararam. Já me despedi de uma amiga que vai conquistar os veículos de comunicação espanhóis nos próximos seis meses, virei professora de inglês e aparentemente peguei uma virose. O maior choque mesmo está sendo lidar com esse calor insuportável que faz aqui em Santa Catarina… (nem me contem como está em outras partes do país).

Então nessa troca do frio pelo calor, dos excessos de viagem para a volta à vida normal, tenho tido vontade de comer saudável. Vontade mesmo. O que hoje satisfiz com uma saladinha de quinoa com pêra, nozes e hortelã.

ingredientes
hmmm, ingredientes fresquinhos (:

 

Salada refrescante de quinoa
(serve 3 pessoas)

1 xícara de quinoa em grãos (eu usei mista)

4 pêras bem firmes e geladas

1/2 xícara de nozes picadas

1 xícara de folhas picadas (eu usei alface roxa)

hortelã cortada em tiras (eu usei o que aparece na foto, umas 10 folhinhas)

suco de limão e azeite de oliva para temperar

lascas de queijo grana para finalizar

 

Preparo

A primeira coisa a fazer é cozinhar a quinoa. Eu segui as instruções da caixinha: uma parte de quinoa para duas de água, cozinhando como arroz. O tempo de cozimento para uma xícara foi de aproximadamente 15 minutos (1/2 demora um pouco menos). Mas em vez de temperar ela com sal, eu coloquei apenas alguns cravos na água enquanto cozinhava. Tem que tirar um por um quando fica pronto.

quinoa

na verdade tinha quaaase uma xícara

 

Depois disso, deixe a quinoa esfriar. Eu não tive muita paciência e coloquei ela debaixo do ventilador, na geladeira e no freezer… ainda assim não tinha gelado completamente até eu servir.

Aproveite o tempo para cortar as folhas em tirinhas, fazer as lascas de queijo (eu fiz isso com uma faca), etc… Só deixe as pêras para cortar na hora.

Com a quinoa fria, adicione a alface, a hortelã e as nozes e tempere com suco de limão e azeite de oliva a gosto. Eu usei o suco de um limão, porque era só o que tinha, mas gostaria de usar mais. Se a sua casa estiver extremamente quente como a minha, deixe a mistura na geladeira enquanto descasca e corta as pêras em pedaços. Depois de cortar cada pêra, esprema um pouco de suco de limão por cima para que ela não oxide enquanto você prepara as outras. Finalmente, misture as pêras com o resto da salada e sirva com as lascas de grana e uma folhinha de hortelã para decorar.

salada de quinoa

 

P.s.: Logo logo, algumas notas turísticas e gastronômicas sobre a Alemanha, Hungria e Inglaterra! (;

Jamie Oliver em Richmond

Olá, pessoas! As festas de fim de ano foram movimentadas por aqui, viajando muito. Por isso ainda não apareci para dizer: feliz 2014! Na verdade ainda estou em Londres, acabei de chegar de volta ao hostel depois de um dia inteiro na rua. Mas tive que dar uma passada aqui para compartilhar minha alegria gastronômica de hoje.

Ainda no Brasil, fui pesquisar os restaurantes do Jamie Oliver em Londres para experimentar um deles. O Jamie Italian me atraía por motivos óbvios (dã, comida italiana) e eu também já tinha visto depoimentos de amigos que foram nele (vide a Lu em Dublin). Mas decidi ficar longe do movimentado Covent Garden e ir até Richmond, láá na zona 4 do metrô, para testar a recentemente aberta Trattoria da rede.

Richmond já é uma região super charmosa, perto do parque de mesmo nome (o maior royal park de Londres), e o restaurante parecia menor e mais aconchegante que os demais. O menu é reduzido em comparação ao standard do Jamie’s Italian, mas com opções suficientes para vários gostos. Tem massas, pizzas, um tipo de hamburger e opção de frango, steak e um peixe do dia – além de um prato especial do dia.

Fiz a reserva ainda no Brasil, no site, o que é bem simples e prático. Como nossa reserva era para 18h45, o restaurante ainda estava vazio quando chegamos, mas logo foi enchendo, e o nosso garçom – Paulo, que por coincidência é brasileiro, corria para atender todas suas mesas. Como ele nos contou, o restaurante abriu há seis meses e fica sempre movimentado à noite, então fazer reserva é importante. Mas aparentemente não tem muitos turistas se aventurando até Richmond para conhecer o restaurante, porque logo que descobriu que éramos brasileiros ele perguntou há quanto tempo morávamos em Londres.

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De antipasti, pedimos a focaccia com alecrim e uma tábua de frios que vinha com dois tipos de salame, mortadela com pistache e presunto de Parma. A focaccia vem com um azeite da Toscana, bem verde, e os embutidos acompanhavam uma conserva de berinjela com alho e azeitonas pretas que é feita no local (e que é uma delícia).

O prato principal eu já tinha escolhido de casa… O tagliatelle com trufas negras, manteiga, parmesão e noz moscada. Foi uma escolha bem feita. Eu nunca tinha comido trufas, e estava maravilhoso. Meu irmão pediu minha segunda opção – linguine com camarões, limão, chili e rúcula. O dele também estava gostoso, mas ele ignorou o chili no cardápio e se surpreendeu: é bem apimentado.

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As sobremesas não estão no menu. Elas estão listadas em uma plaquinha escrita a giz, o que pressupõe sua efemeridade… Na verdade as opções continuam as mesmas desde que o restaurante abriu, mas vão mudar de acordo com as estações. Por enquanto eles oferecem tiramisu, torta de chocolate, torta de frangipane com framboesas e sorvete com calda de chocolate ou frutas. Eu comi o tiramisu e meu irmão a torta de chocolate, ambos muito bons. Infelizmente, descobri que não posso mais comer uma sobremesa inteira… Me deu um sugar rush absurdo depois de terminar o copo, que achei bem grandinho.

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Afinal, saímos felizes e muito bem alimentados com uma conta de £50 para duas pessoas, incluindo bebidas (um aperol spritz para mim e uma cider para o meu irmão), e ainda ganhamos desconto de £10 com uma promoção de ano novo que recebi por e-mail e que vale até o fim de janeiro. Para quem não quer jantar, o lugar tem um balcão e funciona também como bar – durante os dias de semana, entre 17h e 19h, quem pede bebidas ganha aperitivos que variam a cada dia.

Veredicto: recomendo.

Para quem não conhece Londres, chegar em Richmond não é difícil – a forma mais fácil é pegar um trem marcado “Richmond” na District Line no sentindo Westbound do centro de Londres. Aqui as linhas de metrô têm ramificações, e Richmond é a última estação em uma delas. Então só precisa prestar atenção se o trem vai para lá, o que estará marcado na plataforma e na frente do trem. Nós tínhamos um passe de metrô só para as regiões 1 e 2, mas colocando 3 libras de crédito no Oyster card fomos e voltamos. Agora no inverno o tempo é mais complicado (e escurece rápido demais), mas vale a pena fazer reserva para mais cedo é passear pela região e pelo parque antes de jantar.

omelete à rodrigo santoro

omelete

Já contei como aprendi a fazer omelete com o Rodrigo Santoro? Pois então, em Florianópolis tem um festival de cinema chamado FAM – Fórum Audiovisual Mercosul, que é gratuito e acontece todo ano. Em 2007, a abertura do festival teve a pré-estréia do filme “Não Por Acaso”, e se não me engano a Letícia Sabatella foi lá falar sobre o filme (eu nunca sei quem é quem nas celebs brasileiras). Pois bem, o Rodrigo Santoro está no filme, e a certo ponto o personagem dele faz uma omelete — e explica o segredo para ela ficar fofinha. É a única coisa que eu lembro.

Até então, eu só fazia ovos mexidos. A partir daí, comecei a fazer omeletes douradas e macias.

E omelete é sempre uma boa opção para aproveitar o que tem na geladeira e improvisar uma janta rápida. Foi o que eu fiz ontem, com queijo branco, peito de peru, cebolinha e algumas folhas de rúcula da horta para acompanhar. Eis a escola Rodrigo Santoro da omelete:

Omelete

Ingredientes

2 ovos

sal e pimenta do reino a gosto

recheio da escolha (queijos, cebola, ervas, tomate, presunto, bacon, cogumelos, …), devidamente picado/fatiado/preparado

Modo de preparo

Faz muito tempo que vi esse filme, então não lembro exatamente o que é dica do personagem e o que desenvolvi com o tempo… mas aí vai. Primeiro quebre os dois ovos em uma tigela e tempere com sal e pimenta. Pense no recheio — se tiver ingredientes muito salgados, como alguns queijos e o bacon, coloque menos sal. Adicione as ervas.

Segredo n.1: bata bem com um batedor de ovos (ou um garfo. mas compre um batedor de ovos, tem por menos de dois reais e é ótimo). Deixar os ovos bem misturados e “espumadinhos” vai deixar sua omelete mais fofa. Depois que estiver batido, acrescente os outros ingredientes mais pedaçudos e misture levemente.

Em uma frigideira pequena (eu usei uma de aproximadamente 20 cm), aqueça um fio de azeite. Despeje a mistura da omelete e abaixe o fogo até o mínimo. O objetivo da frigideira pequena é que os ovos não se espalhem, e formem uma omelete mais alta. O fogo baixo serve para cozinhar bem os ovos no centro, sem queimar embaixo.

Quando os ovos estiverem quase totalmente cozidos e a omelete estiver dourada por baixo, vire com uma espátula. A parte líquida que sobrou em cima e um pouco dos ingredientes do recheio, se tiver muito, vão escorrer pelos lados… mas não faz mal. É só colocar a omelete virada em cima que tudo vai se juntar novamente. Ainda em fogo baixo, cozinhe até dourar o outro lado. A omelete estará pronta, dourada, fofa e completamente cozida por dentro (:

Eu sei que tem gente que em vez de virar a omelete, dobra ela. Talvez isso seja o certo, e pode ser mais fácil. Mas a minha eu faço redondinha, do tamanho da frigideira (na foto, eu dobrei a omelete depois de pronta), para não ficar grossa demais e cozinhar de forma homogênea.

Alguém aí tem outras sugestões de recheio pra omelete?

desejos gastronômicos internacionais

Em meio a esse abandono de fim de ano em que se encontra este blog, não contei sobre a minha futura viagem, né? Pois então, estou indo para a Alemanha e Hungria com a minha família para o Natal e Ano Novo. Depois meu irmão e eu vamos passar uma semana em Londres, o que eu espero que seja o suficiente para matar um pouco das saudades de lá.

E sabe como quando a gente fica fora do país dá saudade de guaraná, goiabada, churrasco (e pra muita gente, menos eu, feijão)? Bom, desde que eu voltei da Inglaterra tenho saudade de um monte de comidas de lá. E isso acontece com vários países que eu visito também. Então pretendo aproveitar muito bem esse passeio para comer muito! Aqui vai um pequeno roteiro gastronômico dos meus destinos:

1. Alemanha

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Uma “wurst” não identificada e bratkartoffeln desfocadas no fundo. Isso foi em Innsbruck, mas tá valendo pra Alemanha também.

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Pia e eu, em 2010, no Winter Wonderland de Londres… que é cheio de coisas alemãs!

Quando eu fui pra Alemanha a primeira vez, escolhi minha “wurst” preferida. Acho que era a Krakauer. Pretendo fazer essa escolha novamente. Pão com wurst e mostarda é muito bom, melhor ainda se tiver bratkartoffeln (a versão alemã das “home fries“, que pode levar bacon, cebola e salsa) de acompanhamento. E como vamos para Nürnberg* na época do Natal, o Weihnachtsmarkt (feira de Natal) pode ser uma forma de lembrar do Winter Wonderland, de Londres, que costuma trazer receitas alemãs, como o tradicional glühwein** (vinho quente, conhecido como mulled wine em inglês), muito embora eu tenha escolhido tomar o chocolate quente com Baileys. Eu também não reclamaria se tivesse crepe de chocolate kinder…

* descobri que escrevia o nome da cidade errado… é Nürnberg, sem o E, em alemão, e Nuremberg em português.

**sobre glühwein, a Lu, que mora na Alemanha, fez um post bem legal esses tempos no Dolcissima Vita.

2. Hungria

Nós vamos passar o Réveillon em Budapeste, cidade que nenhum de nós conhece. As comidas de lá, então, serão novidade! Mas eu já estou animada com a perspectiva de ter páprica em tudo (e assustada com a possibilidade de comer carne de cavalo sem querer, o que acho que pode acontecer em outros países da Europa também… nada contra, sei que é hipocrisia, mas eu jamais comeria cavalinhos). O goulash não me empolga muito, porque originalmente, na Hungria, ele é uma sopa. Mas com o post sobre Budapeste da Ana, do blog This German Life, e este vídeo com dicas de brasileiros que moram na capital húngara, me empolguei pelas comidas mais simples e de rua. Tem o Lángos, que é um pão com alho e outros recheios vendido no mercado público da cidade, e o Kürtőskalács é uma massa doce assada em cilindros e vendida na rua. Também descobri que aparentemente pasta de berinjela é uma entrada popular por lá, e eu jamais nego pasta de berinjela. Será que vai páprica?

3. Inglaterra

Tea with Mr. Darcy, no Jane Austen Centre, em Bath

Tea with Mr. Darcy, no Jane Austen Centre, em Bath

Eu com muito cabelo, em 2009

Má, companheira de chá das 5

Conhecida como o país com a pior cozinha do mundo, a Inglaterra na verdade é cheia de comidinhas que sinto saudades… O fish&chips de pub, servido com ervilhas e molho tártaro; o delicioso sticky toffee pudding de sobremesa; o high tea com scones, clotted cream e geléia de morango (acompanhados de Earl Grey, meu chá preferido); os caramel shortcakes da Thornton’s; o full english breakfast com ovos, cogumelos e bacon; e todas as comidas de todas as outras partes do mundo que você encontra por lá. E também tem as bebidas: o Pimm’s, que é usado para fazer um ponche de verão e que eu provavelmente não tomarei dessa vez, as cidras (que lá são diferentes… são consumidas como cervejas, vendidas on tap) e Guinness. Além de tudo isso, dessa vez também vou jantar em um novo restaurante do Jamie Oliver, a Trattoria Jamie’s Italian que abriu em Richmond, bairro charmosinho e mais afastado onde fica o maior parque de Londres (que era onde o rei Charles I caçava, e que continua sendo o lar de veadinhos).

Richmond...

Richmond…

... e um veado-vermelho, uma das maiores espécies do seu gênero (:

… e um veado-vermelho, uma das maiores espécies do seu gênero (:

berry pancakes

panquecas

É sábado! E eu já estava há dias planejando o café da manhã de hoje… afinal não dá para comer panquecas todo dia (porque, se desse, eu comeria). Eu estava pensando em fazer um blackberry syrup com as muitas amoras que ainda temos aqui em casa, mas eu gosto tanto de maple syrup que desisti e decidi que as amoras frescas seriam o perfeito complemento para ele. Eis que me choquei ao descobrir que ainda não compartilhei a receita das panquecas por aqui. Aí vai:

Panquecas
(tipo americana)

Ingredientes (serve 4)

3 ovos

225g de farinha de trigo

350 ml de leite

manteiga para fritar

Preparo

Misture todos ingredientes, menos a manteiga, no liquidificador. Derreta uma pontinha de faca de manteiga em uma frigideira grande e anti-aderente. Despeje a massa na frigideira até atingir o tamanho que quiser (eu faço as minhas com cerca de 15cm de diâmetro). Não vire a frigideira para espalhar a massa! O objetivo é que ela fique gordinha. Deixe fritando com o fogo médio até que a massa comece a ficar consistente por cima e dourada por baixo. Vire com uma espátula e deixe dourar do outro lado.

Na primeira panqueca, a frigideira ainda está esquentando. Nas próximas ela já vai estar bem quente, então tem que cuidar para não queimar a massa embaixo enquanto ela ainda está muito crua em cima. Então o que eu faço é o seguinte — tiro a frigideira do fogo, coloco um pouquinho de manteiga, que vai derreter e dourar instantaneamente. Já viro a frigideira para os lados para espalhar a manteiga rápido. Então seguro a frigideira reta, ainda fora do fogo, e despejo a massa, tomando cuidado para não desnivelar muito e espalhar tudo. Só depois disso volto ela para o fogo, e vou controlando a temperatura para ela fritar igualmente. Se a panqueca estiver demorando muito para dourar embaixo, dá pra aumentar um pouquinho o fogo — ainda é para ser um processo rápido. Segundo a receita, que é do Sue Lawrence’s Book of Baking, a média é de um minuto e meio, mais ou menos. O outro lado vai mais rapidinho.

berries

P.s.: As berries já estão fazendo parte do meu café da manhã a semana toda… mas com iogurte grego. Até agora, morangos frescos são o melhor acompanhamento que já encontrei para ele. Fica parecendo uma sobremesa — como o morango é azedinho, faz o iogurte parecer doce como chantilly, mas muito mais denso e cremoso.

o mistério da torta torta

pêssegos e amoras

Terça-feira minha mãe chegou em casa com uma caixa de amoras e outra de morangos. Eu fiquei MUITO empolgada com isso, já fui digitar “blackberry” no Pinterest para ter algumas ideias do que fazer. Minha primeira opção foi fazer um crumble com amora e pêssego (aquela sobremesa de fruta com farofinha de cuca em cima). Minha mãe disse que achava que não era época de pêssego… mas o que ela trouxe do mercado no dia seguinte? Há!

Decidindo entre um crumble e um cobbler (tipo um crumble, mas com uma massinha mais consistente que farofa), me veio outra ideia: TORTA! Eu nunca fiz tortas mais tradicionais, com massa mesmo… tudo que faço (limão, banoffee, cheesecake, morango) tem casquinha de bolacha. Mas pensei: quão difícil pode ser? Vou pegar uma receita da Martha Stewart e tudo certo.

Realmente, não é difícil. Mas saiba disso: você não decide ir para a cozinha e fazer uma torta, assim, na hora. Eu fiz isso — e acabei meio frustrada. A massa tem que ser feita com pelo menos uma hora de antecedência. Mas também dá pra fazer no dia anterior, o que é bom. Dá até para congelar e guardar para tortas futuras.

A receita que usei é essa aqui. Tive umas dificuldades no meio e comecei a inventar um monte de coisa pra tentar acertar o ponto… depois que terminei descobri que tinha um vídeo explicando tudo. Parabéns para mim.

Primeiro: eu não fazia ideia do que era um pastry blender, e tentei fazer a parte inicial em uma batedeira com um batedor para massas pesadas. Não dá certo — se eu aumentava a velocidade voava trigo pra todo lado, um desastre. No vídeo a mulher (que não é a Martha Stewart) usa um processador de alimentos, o que é bem mais esperto. O objetivo é deixar alguns micro pedaços de manteiga, que depois deixam a massa quebradiça in a good way. O que eu acabei fazendo foi terminar de misturar com as mãos — o que eu já sabia que era um erro, afinal o calor da mão ia derreter a manteiga, mas o que eu ia fazer, né? Erro número dois, consciente.

Bom, depois que adicionei a água fui tentar abrir a massa… e ela estava muito mole. Então comecei a colocar mais trigo. Esqueci de ler que tinha que gelar primeiro. Resumindo: li de novo a receita e coloquei a massa na geladeira. Quando tirei, ela estava dura, porque eu tinha colocado muito trigo. Lá fui eu colocar mais água… zona. Ou seja: a geladeira é muito importante. A segunda metade, que usei para cobrir a torta, gelou mais tempo e ficou bem melhor para abrir.

Ok, abri a massa em cima de um plástico filme, que ajudou a transportar ela para a fôrma. E aí vem a questão: como assa isso, agora? A receita não diz. Dei um google rápido e vi que tinha que colocar um papel manteiga por cima da massa e cobrir com baking beans, algo que eu nunca soube de que se tratava. Eu estava ignorando essa parte até que minha mãe chegou na cozinha e perguntou se eu ia assar com feijões. “Feijões?”, perguntei. Afinal, é daí que vêm os tal beans… Só eu não sabia disso? Por cima do papel manteiga você coloca feijões para fazer peso e não deixar a massa inchar. Assei assim por 10 min, depois tirei os feijões e o papel e deixei até ficar douradinha.

Para o recheio, usei quatro pêssegos descascados e cortados em gominhos e mais ou menos uma bandejinha de amoras. Misturei eles com açúcar e maizena — mais ou menos duas colheres de sopa de açúcar e uma de maizena. O pêssego estava bem azedinho, dava para ter colocado mais açúcar. Bem mais açúcar. Anyway. Esperei a massa esfriar antes de colocar o recheio dentro.

O erro final foi que depois que abri a massa para cobrir, tinha que esperar um pouco ainda, então coloquei ela de novo dentro da geladeira. Big mistake: quando tirei ela estava dura e quebradiça. Deixei fora um pouco e melhorou, mas mesmo assim ela já tinha se rachando toda. Ou seja: não coloque a massa já aberta na geladeira, ela tem que estar flexível para ajustar na fôrma.

Bom, pincelei com um pouco de gema e assei de novo até ela ficar dourada e cheirosa. O recheio ficou meio azedinho. E a massa ficou meio salgada demais, depois descobri por que: a receita do vídeo diz para usar uma colher de sopa de açúcar e uma colher de chá de sal. Na receita escrita, que eu segui, as duas são colheres de chá. Cadê a consistência, Martha Stewart?

Resumindo, primeira receita das amoras não obteve sucesso completo. Ficou uma torta meio torta. Mas é errando que se aprende, né?

Alguém aí tem uma receita de massa de torta pra compartilhar?

torta torta