salada refrescante de quinoa

Estou de volta! Depois de um mês de negligência, tanto cozinhar quanto escrever no blog estão na lista de coisas para me dedicar em 2014. Não pretendo sumir assim de novo… mas convenhamos que foi por um bom motivo, né? Encontrei muitos lindos lugares e comidas deliciosas durante as três semanas que passei viajando pela Europa. Além do restaurante do Jamie Oliver (que não me contive e postei imediatamente), tem muito mais coisa para contar. Ainda nem baixei as fotos para o computador, mas aos poucos vou postando tudo por aqui.

E desde que voltei, na semana passada, as coisas também não pararam. Já me despedi de uma amiga que vai conquistar os veículos de comunicação espanhóis nos próximos seis meses, virei professora de inglês e aparentemente peguei uma virose. O maior choque mesmo está sendo lidar com esse calor insuportável que faz aqui em Santa Catarina… (nem me contem como está em outras partes do país).

Então nessa troca do frio pelo calor, dos excessos de viagem para a volta à vida normal, tenho tido vontade de comer saudável. Vontade mesmo. O que hoje satisfiz com uma saladinha de quinoa com pêra, nozes e hortelã.

ingredientes
hmmm, ingredientes fresquinhos (:

 

Salada refrescante de quinoa
(serve 3 pessoas)

1 xícara de quinoa em grãos (eu usei mista)

4 pêras bem firmes e geladas

1/2 xícara de nozes picadas

1 xícara de folhas picadas (eu usei alface roxa)

hortelã cortada em tiras (eu usei o que aparece na foto, umas 10 folhinhas)

suco de limão e azeite de oliva para temperar

lascas de queijo grana para finalizar

 

Preparo

A primeira coisa a fazer é cozinhar a quinoa. Eu segui as instruções da caixinha: uma parte de quinoa para duas de água, cozinhando como arroz. O tempo de cozimento para uma xícara foi de aproximadamente 15 minutos (1/2 demora um pouco menos). Mas em vez de temperar ela com sal, eu coloquei apenas alguns cravos na água enquanto cozinhava. Tem que tirar um por um quando fica pronto.

quinoa

na verdade tinha quaaase uma xícara

 

Depois disso, deixe a quinoa esfriar. Eu não tive muita paciência e coloquei ela debaixo do ventilador, na geladeira e no freezer… ainda assim não tinha gelado completamente até eu servir.

Aproveite o tempo para cortar as folhas em tirinhas, fazer as lascas de queijo (eu fiz isso com uma faca), etc… Só deixe as pêras para cortar na hora.

Com a quinoa fria, adicione a alface, a hortelã e as nozes e tempere com suco de limão e azeite de oliva a gosto. Eu usei o suco de um limão, porque era só o que tinha, mas gostaria de usar mais. Se a sua casa estiver extremamente quente como a minha, deixe a mistura na geladeira enquanto descasca e corta as pêras em pedaços. Depois de cortar cada pêra, esprema um pouco de suco de limão por cima para que ela não oxide enquanto você prepara as outras. Finalmente, misture as pêras com o resto da salada e sirva com as lascas de grana e uma folhinha de hortelã para decorar.

salada de quinoa

 

P.s.: Logo logo, algumas notas turísticas e gastronômicas sobre a Alemanha, Hungria e Inglaterra! (;

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Jamie Oliver em Richmond

Olá, pessoas! As festas de fim de ano foram movimentadas por aqui, viajando muito. Por isso ainda não apareci para dizer: feliz 2014! Na verdade ainda estou em Londres, acabei de chegar de volta ao hostel depois de um dia inteiro na rua. Mas tive que dar uma passada aqui para compartilhar minha alegria gastronômica de hoje.

Ainda no Brasil, fui pesquisar os restaurantes do Jamie Oliver em Londres para experimentar um deles. O Jamie Italian me atraía por motivos óbvios (dã, comida italiana) e eu também já tinha visto depoimentos de amigos que foram nele (vide a Lu em Dublin). Mas decidi ficar longe do movimentado Covent Garden e ir até Richmond, láá na zona 4 do metrô, para testar a recentemente aberta Trattoria da rede.

Richmond já é uma região super charmosa, perto do parque de mesmo nome (o maior royal park de Londres), e o restaurante parecia menor e mais aconchegante que os demais. O menu é reduzido em comparação ao standard do Jamie’s Italian, mas com opções suficientes para vários gostos. Tem massas, pizzas, um tipo de hamburger e opção de frango, steak e um peixe do dia – além de um prato especial do dia.

Fiz a reserva ainda no Brasil, no site, o que é bem simples e prático. Como nossa reserva era para 18h45, o restaurante ainda estava vazio quando chegamos, mas logo foi enchendo, e o nosso garçom – Paulo, que por coincidência é brasileiro, corria para atender todas suas mesas. Como ele nos contou, o restaurante abriu há seis meses e fica sempre movimentado à noite, então fazer reserva é importante. Mas aparentemente não tem muitos turistas se aventurando até Richmond para conhecer o restaurante, porque logo que descobriu que éramos brasileiros ele perguntou há quanto tempo morávamos em Londres.

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De antipasti, pedimos a focaccia com alecrim e uma tábua de frios que vinha com dois tipos de salame, mortadela com pistache e presunto de Parma. A focaccia vem com um azeite da Toscana, bem verde, e os embutidos acompanhavam uma conserva de berinjela com alho e azeitonas pretas que é feita no local (e que é uma delícia).

O prato principal eu já tinha escolhido de casa… O tagliatelle com trufas negras, manteiga, parmesão e noz moscada. Foi uma escolha bem feita. Eu nunca tinha comido trufas, e estava maravilhoso. Meu irmão pediu minha segunda opção – linguine com camarões, limão, chili e rúcula. O dele também estava gostoso, mas ele ignorou o chili no cardápio e se surpreendeu: é bem apimentado.

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As sobremesas não estão no menu. Elas estão listadas em uma plaquinha escrita a giz, o que pressupõe sua efemeridade… Na verdade as opções continuam as mesmas desde que o restaurante abriu, mas vão mudar de acordo com as estações. Por enquanto eles oferecem tiramisu, torta de chocolate, torta de frangipane com framboesas e sorvete com calda de chocolate ou frutas. Eu comi o tiramisu e meu irmão a torta de chocolate, ambos muito bons. Infelizmente, descobri que não posso mais comer uma sobremesa inteira… Me deu um sugar rush absurdo depois de terminar o copo, que achei bem grandinho.

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Afinal, saímos felizes e muito bem alimentados com uma conta de £50 para duas pessoas, incluindo bebidas (um aperol spritz para mim e uma cider para o meu irmão), e ainda ganhamos desconto de £10 com uma promoção de ano novo que recebi por e-mail e que vale até o fim de janeiro. Para quem não quer jantar, o lugar tem um balcão e funciona também como bar – durante os dias de semana, entre 17h e 19h, quem pede bebidas ganha aperitivos que variam a cada dia.

Veredicto: recomendo.

Para quem não conhece Londres, chegar em Richmond não é difícil – a forma mais fácil é pegar um trem marcado “Richmond” na District Line no sentindo Westbound do centro de Londres. Aqui as linhas de metrô têm ramificações, e Richmond é a última estação em uma delas. Então só precisa prestar atenção se o trem vai para lá, o que estará marcado na plataforma e na frente do trem. Nós tínhamos um passe de metrô só para as regiões 1 e 2, mas colocando 3 libras de crédito no Oyster card fomos e voltamos. Agora no inverno o tempo é mais complicado (e escurece rápido demais), mas vale a pena fazer reserva para mais cedo é passear pela região e pelo parque antes de jantar.