omelete à rodrigo santoro

omelete

Já contei como aprendi a fazer omelete com o Rodrigo Santoro? Pois então, em Florianópolis tem um festival de cinema chamado FAM – Fórum Audiovisual Mercosul, que é gratuito e acontece todo ano. Em 2007, a abertura do festival teve a pré-estréia do filme “Não Por Acaso”, e se não me engano a Letícia Sabatella foi lá falar sobre o filme (eu nunca sei quem é quem nas celebs brasileiras). Pois bem, o Rodrigo Santoro está no filme, e a certo ponto o personagem dele faz uma omelete — e explica o segredo para ela ficar fofinha. É a única coisa que eu lembro.

Até então, eu só fazia ovos mexidos. A partir daí, comecei a fazer omeletes douradas e macias.

E omelete é sempre uma boa opção para aproveitar o que tem na geladeira e improvisar uma janta rápida. Foi o que eu fiz ontem, com queijo branco, peito de peru, cebolinha e algumas folhas de rúcula da horta para acompanhar. Eis a escola Rodrigo Santoro da omelete:

Omelete

Ingredientes

2 ovos

sal e pimenta do reino a gosto

recheio da escolha (queijos, cebola, ervas, tomate, presunto, bacon, cogumelos, …), devidamente picado/fatiado/preparado

Modo de preparo

Faz muito tempo que vi esse filme, então não lembro exatamente o que é dica do personagem e o que desenvolvi com o tempo… mas aí vai. Primeiro quebre os dois ovos em uma tigela e tempere com sal e pimenta. Pense no recheio — se tiver ingredientes muito salgados, como alguns queijos e o bacon, coloque menos sal. Adicione as ervas.

Segredo n.1: bata bem com um batedor de ovos (ou um garfo. mas compre um batedor de ovos, tem por menos de dois reais e é ótimo). Deixar os ovos bem misturados e “espumadinhos” vai deixar sua omelete mais fofa. Depois que estiver batido, acrescente os outros ingredientes mais pedaçudos e misture levemente.

Em uma frigideira pequena (eu usei uma de aproximadamente 20 cm), aqueça um fio de azeite. Despeje a mistura da omelete e abaixe o fogo até o mínimo. O objetivo da frigideira pequena é que os ovos não se espalhem, e formem uma omelete mais alta. O fogo baixo serve para cozinhar bem os ovos no centro, sem queimar embaixo.

Quando os ovos estiverem quase totalmente cozidos e a omelete estiver dourada por baixo, vire com uma espátula. A parte líquida que sobrou em cima e um pouco dos ingredientes do recheio, se tiver muito, vão escorrer pelos lados… mas não faz mal. É só colocar a omelete virada em cima que tudo vai se juntar novamente. Ainda em fogo baixo, cozinhe até dourar o outro lado. A omelete estará pronta, dourada, fofa e completamente cozida por dentro (:

Eu sei que tem gente que em vez de virar a omelete, dobra ela. Talvez isso seja o certo, e pode ser mais fácil. Mas a minha eu faço redondinha, do tamanho da frigideira (na foto, eu dobrei a omelete depois de pronta), para não ficar grossa demais e cozinhar de forma homogênea.

Alguém aí tem outras sugestões de recheio pra omelete?

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desejos gastronômicos internacionais

Em meio a esse abandono de fim de ano em que se encontra este blog, não contei sobre a minha futura viagem, né? Pois então, estou indo para a Alemanha e Hungria com a minha família para o Natal e Ano Novo. Depois meu irmão e eu vamos passar uma semana em Londres, o que eu espero que seja o suficiente para matar um pouco das saudades de lá.

E sabe como quando a gente fica fora do país dá saudade de guaraná, goiabada, churrasco (e pra muita gente, menos eu, feijão)? Bom, desde que eu voltei da Inglaterra tenho saudade de um monte de comidas de lá. E isso acontece com vários países que eu visito também. Então pretendo aproveitar muito bem esse passeio para comer muito! Aqui vai um pequeno roteiro gastronômico dos meus destinos:

1. Alemanha

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Uma “wurst” não identificada e bratkartoffeln desfocadas no fundo. Isso foi em Innsbruck, mas tá valendo pra Alemanha também.

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Pia e eu, em 2010, no Winter Wonderland de Londres… que é cheio de coisas alemãs!

Quando eu fui pra Alemanha a primeira vez, escolhi minha “wurst” preferida. Acho que era a Krakauer. Pretendo fazer essa escolha novamente. Pão com wurst e mostarda é muito bom, melhor ainda se tiver bratkartoffeln (a versão alemã das “home fries“, que pode levar bacon, cebola e salsa) de acompanhamento. E como vamos para Nürnberg* na época do Natal, o Weihnachtsmarkt (feira de Natal) pode ser uma forma de lembrar do Winter Wonderland, de Londres, que costuma trazer receitas alemãs, como o tradicional glühwein** (vinho quente, conhecido como mulled wine em inglês), muito embora eu tenha escolhido tomar o chocolate quente com Baileys. Eu também não reclamaria se tivesse crepe de chocolate kinder…

* descobri que escrevia o nome da cidade errado… é Nürnberg, sem o E, em alemão, e Nuremberg em português.

**sobre glühwein, a Lu, que mora na Alemanha, fez um post bem legal esses tempos no Dolcissima Vita.

2. Hungria

Nós vamos passar o Réveillon em Budapeste, cidade que nenhum de nós conhece. As comidas de lá, então, serão novidade! Mas eu já estou animada com a perspectiva de ter páprica em tudo (e assustada com a possibilidade de comer carne de cavalo sem querer, o que acho que pode acontecer em outros países da Europa também… nada contra, sei que é hipocrisia, mas eu jamais comeria cavalinhos). O goulash não me empolga muito, porque originalmente, na Hungria, ele é uma sopa. Mas com o post sobre Budapeste da Ana, do blog This German Life, e este vídeo com dicas de brasileiros que moram na capital húngara, me empolguei pelas comidas mais simples e de rua. Tem o Lángos, que é um pão com alho e outros recheios vendido no mercado público da cidade, e o Kürtőskalács é uma massa doce assada em cilindros e vendida na rua. Também descobri que aparentemente pasta de berinjela é uma entrada popular por lá, e eu jamais nego pasta de berinjela. Será que vai páprica?

3. Inglaterra

Tea with Mr. Darcy, no Jane Austen Centre, em Bath

Tea with Mr. Darcy, no Jane Austen Centre, em Bath

Eu com muito cabelo, em 2009

Má, companheira de chá das 5

Conhecida como o país com a pior cozinha do mundo, a Inglaterra na verdade é cheia de comidinhas que sinto saudades… O fish&chips de pub, servido com ervilhas e molho tártaro; o delicioso sticky toffee pudding de sobremesa; o high tea com scones, clotted cream e geléia de morango (acompanhados de Earl Grey, meu chá preferido); os caramel shortcakes da Thornton’s; o full english breakfast com ovos, cogumelos e bacon; e todas as comidas de todas as outras partes do mundo que você encontra por lá. E também tem as bebidas: o Pimm’s, que é usado para fazer um ponche de verão e que eu provavelmente não tomarei dessa vez, as cidras (que lá são diferentes… são consumidas como cervejas, vendidas on tap) e Guinness. Além de tudo isso, dessa vez também vou jantar em um novo restaurante do Jamie Oliver, a Trattoria Jamie’s Italian que abriu em Richmond, bairro charmosinho e mais afastado onde fica o maior parque de Londres (que era onde o rei Charles I caçava, e que continua sendo o lar de veadinhos).

Richmond...

Richmond…

... e um veado-vermelho, uma das maiores espécies do seu gênero (:

… e um veado-vermelho, uma das maiores espécies do seu gênero (: