embrulhado para presente

Assim como a minha mãe, guardo todo papelzinho fofo, lacinho de presente e sacola legal que aparecem pela minha frente. Lojas que embrulham a roupa nova em papel de seda fazem o meu mundo mais feliz. Tenho uma caixinha cheia dessas coisas, que já me ajudou algumas vezes quando precisei me virar para embrulhar um presente em casa de última hora. Já fiz laço com alça de sacola, cartão com a contra-capa de catálogo, e por aí vai.

Esse fim de semana comprei livros para as minhas amigas Adri e Mauren, e quando estava na fila pensei em como são deprimentes aqueles saquinhos brilhantes da Saraiva… e já que eu tinha tempo, né! Voltei e peguei um pacote de envelopes (porque nem papel branco eu tinha em casa), com a ideia de decorar eles com carimbinhos. Esqueci que os carimbos não estavam mais em Floripa… Mas sem problemas! Abri minha caixinha de papéis guardados e ficou ainda mais legal.

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O pacote colorido fiz com uma tira de papel de seda que veio em uma sacola da Farm — o adesivo fofo já veio grudado nele. No outro usei o papel de um presente da Imaginarium, e para dar um pouco de cor usei o verso de uma etiqueta de roupa da Farm, amarrada com a fitinha de um laço de presente. Para escrever a mensagem usei uma daquelas etiquetadoras old school, que escrevem em alto relevo.

Dar presentes é tão legal, ainda mais se for em pacotes coloridos e feitos com carinho (:

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1. Eis uma french toast bem mais apresentável que a do post com a receita. Está rapidamente se tornando meu café da manhã oficial aos sábados.

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2. Confirmei: a exposição do Kubrick que está no MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo é a mesma que vi no Lacma, em Los Angeles, em março (foto). Naquele dia, fiquei lendo com toda calma todos os trechos dos roteiros que tinha na primeira sala e, quando estava olhando as câmeras e lentes que ele usava, o guardinha veio me avisar que tinha só mais 10 minutos para o museu fechar. Passei correndo pelas salas seguintes — que tinham todas as coisas legais dos filmes. Foi trágico. Se passar por São Paulo antes de janeiro, com certeza vou lá conferir — vale super a pena.

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3. Tenho uma nova parada obrigatória na Lagoa da Conceição. Duas semanas atrás a Má insistiu MUITO para que fôssemos na La Nieveria (a foto é do Facebook deles), que vende picolés no que aparentemente é “a moda mexicana”. Comi o torta de limão recheado com leite condensado — e recomendo pegar a versão sem o recheio, porque ficou muito doce. A Má pediu o de morango com leite condensado, que não experimentei, mas que ela diz que combina muito bem o azedinho do morango puro congelado com o docinho cremoso do leite condensado. Depois de dar uma volta na Lagoa, na hora de ir embora, confessamos que queríamos mais e voltamos. Comi um de kiwi, que estava muito bom, e a Má o de doce de leite com recheio de doce de leite — que não é enjoativo como poderia soar, e é uma delícia. Fica na rua Nossa Senhora da Conceição, 30.

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4. Olha, essa é a Má! (A Má Bento, tem a Má Ferraz também, que mora em São Paulo). Tem muitas fotinhas dela no meu Flickr no momento.

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5. Rádios e relógios de todos os tipos e tamanhos expostos na feirinha de usados do Centro Histórico de Floripa, que está acontecendo todos os sábados. Antes de sair do jornal, escrevi essa matéria sobre o início da feira, que continua firme e forte e com novos expositores. Inclusive a Fabi, personagem da matéria e dona de uma linda casa e do blog Casa de la Gracia, agora está participando da feira também, com um estande bem fofo montado na rua João Pinto.

Novidadinhas

Duas coisas novas:

1. Ali em cima no cabeçalho dá pra ver que criei uma nova página: Receitas, com um index de todas as comidinhas que posto aqui. Não sei se vai ajudar mais alguém, mas já me ajudou bastaaante a achar as receitas que quero fazer de novo.

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2. Agora o blog tem uma fanpage! O the new accomplished ganhou uma página no Facebook, onde vão aparecer todos os novos posts que rolam aqui e quem sabe algo mais.

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E uma coisa velha:

3. Tem um twitter também, sabia? @newaccomplished, que na verdade só vai servir pra ver as atualizações automáticas dos posts… porque eu nunca abro ele.

wrap B.L.T.

BLT

Ultimamente tenho feito omeletes e wraps recheados com bastante saladinha de janta, para evitar comer pão todo dia. Mas hoje ao meio-dia eu estava recuperando episódios atrasados de Modern Family, e vi o em que o Jay resolve escrever um livro e procrastina fazendo um sanduíche BLT (do qual cai uma montanha de maionese em cima da sua máquina de escrever  — sim, ele escreve em uma máquina de escrever). Desde então estava desejando um BLT.

No passado, demorei para descobrir o que um BLT continha. Sempre imaginei que todos os ingredientes fossem gordos — mas depois do primeiro, os outros dois são inofensivos: bacon, alface (lettuce) e tomate. A maionese é bastante importante também, na minha opinião.

Para deixar ele mais “light” (aquela grande mentira que a gente conta pra si mesmo) transformei em um wrap:

Ingredientes

2 wraps (usei o Rap 10 integral)

10 fatias de bacon

4 folhas de alface (se você tiver americana, tanto melhor)

meio tomate

maionese a gosto

sal

Preparo

Lave bem as folhas de alface (as minhas foram colhidas na hora da hortinha da minha mãe) e o tomate. Corte a metade do tomate em fatias (eu tirei as sementes porque sou meio chata com tomate cru) e tempere com um pouquinho de sal.

Para um bacon bem crocante, prepare ele no microondas, como ensinei aqui. Ou doure ele em uma frigideira de teflon.

Em uma frigideira grande, esquente um wrap dos dois lados. Quando o wrap é branco, dá para ver ele ficando com pontos douradinhos — mas no integral eu não consigo perceber muito a diferença. Deixo até esquentar. Coloque no prato e passe uma quantidade generosa de maionese. Espalhe por cima metade do bacon, da alface e do tomate. Feche o wrap e repita o procedimento com o segundo.

Voilà! (;

Cuidado para não derrubar maionese na SUA máquina de escrever.

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oh! sweet muffin

muffin

Uau, só tá rolando breakfast food por aqui. Desta vez breakfast to go em sua melhor forma: muffins!

Eu já estava de olho nas bananas da fruteira, que estavam maduras demais para qualquer pessoa aqui em casa comer (odeio banana madura), quando achei essa receita que prometia oferecer os melhores muffins de banana do mundo (tenho que corrigir minha afirmação anterior. odeio comer banana madura crua, mas adoro as possibilidades que sempre surgem quando tem bananas sobrando para salvar ♥). Como eu ia viajar sábado de manhã e meu pai adora tudo feito de banana, preparei eles sexta à tarde. O único problema é que as três bananas médias que eu tinha não fechavam com a quantidade da receita — mas ficou bem gostoso, nonetheless. Imagina com mais banana!

Ingredientes

2 xícaras de farinha de trigo

1 colher de chá de fermento

1/4 de colher de chá de sal

100g de manteiga, um pouco amolecida

3/4 de xícara de açúcar mascavo

2 ovos

2 xícaras de banana amassada (achei essa medida do mal… não quero ficar amassando bananas para medir em xícaras! fiz com três bananas médias, acho que dá para acrescentar mais duas)

para a farofinha

1/2  xícara de farinha de trigo

1/4 de xícara de açúcar mascavo

50g de manteiga em temperatura ambiente

1/2 colher de chá de canela

Preparo

Pré-aqueça o forno a 180 ºC e coloque oito forminhas de muffin/cupcake em uma forma de muffin/cupcake/empada (varia a quantidade dependendo do tamanho… as minhas são aquele tamanho regular de cupcake que tem pra vender por aí).

Peneire o trigo com o sal e o fermento em uma tigela grande (onde caibam todos os demais ingredientes depois).

Em outra tigela, bata o açúcar e a manteiga juntos com a batedeira até formar um creme. Adicione os ovos e a banana amassada e bata até incorporar tudo. Reserve.

Enquanto isso prepare a farofa: misture todos os ingredientes com as mãos, de forma que o trigo e a manteiga se juntem em pequenos pedacinhos = farofa. As receitas indicam fazer no processador de alimentos, mas eu nunca tentei. Mesmo meio criança fazer a farofa da cuca era minha incumbência, e eu mantenho o respeito ao ritual de sujar as mãos. Reserve.

Coloque a mistura com a banana na tigela do trigo e misture com uma colher ou espátula até ficar uniforme. A massa fica bem firme.

Com uma colher, divida a massa entre as forminhas. Eu deixo elas quase cheias, para que o muffin cresca redondinho (quando faço cupcakes, tomo o cuidado contrário: de colocar menos para que eles não passem muito da linha da forminha). Espalhe a farofa por cima, generosamente*. O muffin vai crescer e a quantidade aparentemente absurda de farofa fica bem espalhadinha, tipo nos meus.

(Meu pai fez um comentário pertinente — que ficaria bom uns pedacinhos de castanha do pará em cima do muffin. Acho que uma castanha ou noz picadinha miúda misturada na farofa deve deixar um crocantezinho gostoso)

Coloque no forno e asse por aproximadamente 30 minutos, segundo a receita, ou mais de 40 — que foi o meu caso. A partir dos 30 chequei eles regularmente, e quando o palito saiu sequinho eles ainda estavam branquinhos. Aí liguei o dourador (resistência superior do forno) por mais dez minutos para dar uma douradinha. Mas bem, depois que tive que aprender a me adaptar aos fornos da minha mãe descobri que essa é uma ciência completamente empírica.

Quando estiverem prontos, tire da forma quente e coloque em cima de uma grade para esfriar. Empacote dois, coloque café na caneca de viagem e boa early morning road trip!  [♬ trilha sonora]

*= A minha farofa sobrou e virou um mini crumble de maçã com canela e passas. Nham.

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