três porquinhos

Lá em casa a carne de porco é uma tradição de ano novo. Minha mãe faz sempre um pernil de uns 7 kg que a gente come durante todo o primeiro mês do ano, praticamente, com alegria. Mas de vez em quando rola durante o ano a mesma receita, que é da minha vó (mãe do meu pai) e está bem guardada no meu caderninho. Fim de semana passada minha mãe fez um lombinho em Rio do Sul e eu trouxe ele para floripa com o objetivo de me alimentar pelo resto da semana. Deu certo: entre pedaços roubados em noites de fome, ele rendeu três almoços:

Adendo: eu chamo o lombinho de porquinho. sorry aos ofendidos.

# 1: o da preguiça

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Só deu tempo de fazer um macarrão integral ao alho e óleo (eu quis escrever áleo e óleo) pra levar pro trabalho no dia seguinte.

#2: o protótipo

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Esse era pra ser bom. Eu ia fazer molho barbecue com a receita do Marcone e assar batatas com alho e alecrim, etc. Mas enquanto procurava, sem sucesso, pelo molho inglês no supermercado, achei um barbecue pronto da Heinz. A preguiça venceu mais uma vez. Aí a batata foi uma congelada mesmo (que é muito boa, por sinal. “garden wedges” é o nome. ainda bem que acabou, se não eu ainda estaria comendo).

Esse dia eu esquentei a comida no microondas do trabalho e aí fui avisada que tinha que sair correndo pra pauta. Esse prato aí foi trequentado, por isso a batata toda desmanchada. Acabei comendo só na janta.

#3: o preferido

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O prato não ficou bonito. Mesmo. Mas tava muito bom. Fiz um risoto que algumas pessoas fazem cara feia e outras acham maravilhoso quando digo: de alho assado. É uma receita que vi no programa do Jamie Oliver uma vez e é super boa como acompanhamento. Agora eu só faço um risoto branco, com cebola e caldo de legumes, e adiciono o alho assado amassado com o queijo ralado e a manteiga no fim. Mas aqui embaixo coloco a receita original. Pra ser mais feliz ainda comprei um maço de aspargos bem fresquinhos no mercado, que só dourei no azeite de oliva. R$5 muito bem empregados.

P.s.: para os que fazem cara feia eu digo: se você nunca comeu alho assado, experimente. sai todo o gosto forte (aquele que fica na boca pra sempre? gone) e ele fica docinho. É incrível, that’s all i can say.

Risoto de cebola e alho

Fui olhar a receita e tem uma parte maravilhosa de uma farofa com amêndoas, tomilho e pão que eu nem lembrava. Achei um link com a receita completa (em inglês. tradutor do chrome nele!).

não enjoei, mas engordei

Hoje perdi meu short preferido. E ganhei 20 reais.

Ainda estou assimilando essa estranha sensação, mas o fato é que fiz minha primeira venda através de uma comunidade de roupas usadas no Facebook, o Não Uso Mais!. E minha primeira venda de roupas usadas ever.

Em um desses dias em que eu estava pensando “o que mais eu posso fazer para ganhar dinheiro, deus?”, decidi pegar essas coisas que não uso mais mas tenho dó de colocar na pilha de doação para vender no enjoei.de. Até achei que colocar um preço justo seria um diferencial, porque as coisas lá custam MUITO. Mas de qualquer forma, você tem que calcular os 20% de comissão do site (eles devem ganhar muito dinheiro mesmo), e as coisas ficavam mais caras do que eu gostaria. Mesmo que nem perto dos absurdos praticados por lá. Aí eu achava meio desaforo quando eles começavam a mandar e-mails “que tal baixar o preço da sua peça? ninguém quis comprar até agora”. QUE TAL BAIXAR O VALOR DA SUA COMISSÃO?

Aí conheci esse grupo de Floripa pela matéria que a Mariana fez pro Plural esses dias. As pessoas vendem coisas MUITO baratas ali, tipo roupas por 3 reais. Aí na verdade fiquei inibida de colocar as coisas que eu acho que valem 40 reais lá, por exemplo. Mas decidi começar pelo short. Esse short de cintura alta que me acompanhou por tantos verões, por  cima de blusinhas ou por baixo de batas; que deixou marcas do sol inglês nas minhas pernas e quase se sujou na lama da praia de Weston Super-Mare. Que mesmo assim continua novinho, mas não me serve mais.

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Eis que pouco depois uma menina comentou que queria prová-lo, nos encontramos na UFSC e ela me deu uma nota de 20 em troca dele. Ela me deu uma nota de 20 e em troca levou um short que lhe serviu direitinho. Acho que eu preferia estar no lugar dela, mas pelo menos aprendi uma forma de ganhar algum dinheiro.

para viagem

Finalmente essa semana acabou. (e acabou bem, porque comprei docinhos da sueeti ontem e esqueci. achei agora, hm)

Ela foi particularmente longa por causa do expediente de 11h bem no meio dela, na quarta-feira, quando cobri o lançamento da Casa Cor Santa Catarina em Florianópolis e depois em Itajaí com o Marco Santiago, fotógrafo do jornal. A mostra abre simultaneamente nos dois lugares amanhã, e embora eu tenha gostado mais do ano passado, está legal. Digo só uma coisa: cavalos everywhere. Um pouquinho dá pra ver na matéria que saiu hoje no Plural.

Como entrei mais tarde na quarta, aproveitei pra preparar um lanchinho pra viagem – que ajudou na sobrevivência. Fiz a mesma receita que levei na casa da Fran esses tempos, do biscoitinho de queijo grana, mas adicionei um pouco de pimenta moída na hora. Como estava com pressa não abri a massa para cortar, enrolei ela na forma de um cilindro e cortei em fatias. Não ficou tão redondinho perfeito, mas ficou bom igual.

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bruschetta em potencial

bruschetta de bacon

no inverno sempre tem pão italiano no angeloni. talvez no verão também tivesse, mas eu não reparava. só sei que quando começou a esfriar voltei a comprar um sempre que vou no mercado, até porque eles duram eternamente. e isso é bom para um dia que não tem o que jantar, afinal os conteúdos de qualquer geladeira geralmente são uma pseudo-bruschetta em potencial. na minha hoje tinha molho de tomate, queijo grana, creme de leite, cebola picada e bacon. passei o dentinho de alho no pão igual a Adri Maria me ensinou, torrei o bacon no microondas igual minha mãe ensinou*, e empilhei tudo no pão italiano com um pouquinho de azeite de oliva. poucos minutos no forninho elétrico e umas pitadas de pimenta calabresa depois: janta! gorda, mas janta.

* = o segredo para bacon torrado e sequinho: cortar as fatias ou tirinhas e colocar bem espalhadas em uma folha de papel toalha. cobrir com outra folha e colocar no microondas entre um e dois minutos. depende da quantidade, eu fazia sempre com dois e uma vez coloquei menos fatias e ele queimou. mas deu para perceber que isso estava acontecendo porque ele parou de fazer o barulhinho de fritura. tem que ficar ouvindo que nem pipoca. se você deixar queimar alguma vez, vai entender do que estou falando. ou talvez seja um sexto sentido. não faço garantias.

inverno fake

sopas

Esse inverno não parece querer chegar. Espero que estejamos vivendo o veranico de maio mesmo, se não terei que passar calor o inverno todo enquanto como todas coisas quentes que me fazem feliz. Ando meio inativa, então uma lista de receitas para fazer no inverno:

– tortei de abóbora com manteiga de sálvia

– fondue de queijo

– sopa de cebola francesa

– frango assado

– mac&cheese

– lasanha da mãe

– muffin integral de banana/maçã

– um bolo floresta negra com uma receita em alemão que meu irmão vai traduzir pra mim (NEW)

(mais itens por adicionar)

por enquanto, fica uma coleção de sopinhas lindas. (hei de descobrir se são gostosas também)