domingo

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Para terminar a tarde de domingo, depois de um sábado de plantão, arrumando a casa nova… Brownies e The Office!

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Essa receita é de um livro que eu comprei pra minha mãe quando fui pro Canadá, mas que sempre fui a única a fazer as receitas, então roubei ele. Tem uma boa receita de todos baking goods, tarde feliz garantida. Essa é a receita dos brownies (eu fiz meia):

350g de chocolate amargo
200g de manteiga
250g de açúcar mascavo
3 ovos grandes
70g de trigo
1 c de fermento em pó

Pré-aquecer o forno a 170 graus. Misturar o açúcar com os ovos. Derreter o chocolate com a manteiga e adicionar ao açúcar e ovos. Peneirar o trigo e o fermento e misturar. Colocar em uma fôrma e assar por 35 minutos. It’s done!

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cup-bday

 

Meu pai é uma pessoa difícil de dar presente. Eu já acho mais difícil dar presente para homem – elimina-se de cara creminhos, maquiagem, bijuteria. Ele, ainda por cima, não é uma pessoa de amenidades. Não gosta de vinho, nem de ganhar cds, e o seu hobby é aviação. Eletrônicos e ferramentas, que lhe interessam, ele mesmo compra. Fora variados objetos em forma de avião, i’m at a loss. Isso foi até achar uma caixa de figada em Gramado, o presente perfeito. Para acompanhar fiz cupcakes de chocolate com confeitos de banana passa e avelã, com direito a liners e bandeirinhas verdes.

Vôos

Aeroporto, fila de check-in, raio-x, cartão de embarque, instruções de segurança. Voar se tornou uma coisa tão burocrática. Ainda assim, eu só preciso olhar para fora da janela, mesmo que em solo, para sentir aquela euforia de sempre. A cada decolagem ainda sinto frio na barriga – daquele tipo de quando se está apaixonado, e não com medo.

Vindo de Porto Alegre hoje, lembrei dessa crônica (fragmentada, pós-modernismo de quinta fase do jornalismo), que fala dessas coisas estranhas de quem adora chá de aeroporto. É esquisito mesmo, isso que eu sinto. É o que senti lendo Vôo Noturno também. Só pode estar no sangue, por isso que, mesmo sem querer, essa crônica é uma homenagem ao meu pai:

Sobre voar*

Tentei recortar a silhueta da ilha no horizonte apinhado de prédios da capital paulista. As nuvens logo atravessaram o caminho antes de eu conseguir contar com precisão quantas construções daquelas caberiam na área total de Florianópolis.

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Em meio a pessoas correndo e avisos de embarque imediato, saí um metro além da porta do aeroporto para respirar o ar da cidade. Me pareceu romântico: a idéia veio com meu sentimento caro à metrópole. Ali estavam reunidos os fumantes, mas não foi essa fumaça que inspirei. Ao voltar para o ambiente fechado senti a tolice em querer encher os pulmões de tal atmosfera cinzenta.

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Marquei em meu bloquinho enquanto comia o sanduíche do serviço de bordo: ao longo de 17 anos (desde os meus dois), foram quatorze vôos internacionais e vinte domésticos, salvo engano. Deixei de fora escalas na Cidade do Panamá e passeios de teco-teco; incluí o vôo no qual então me encontrava.

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“Manche e pedal, manche e pedal” – ouvindo essas palavras balancei as asas do Luscombe, o avião do meu pai, como que acenando para alguém perdido nos cam-pos abaixo. Alguém acredita que já pilotei de Rio do Sul ao litoral? Claro, sem pouso nem decolagem. Só de olho no nível e no altímetro, brincando de acenar.

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Na fnal para o pouso, pensei sobre a possibilidade de explodir em algum galpão do aeroporto. Nos vôos internacionais, geralmente me imagino caindo no oceano. Mas não tenho medo. Desde criança brigo pelo lugar à janela, e o consegui no meu caminho ao aeroporto de Confns. Olhei para o horizonte de certa forma belo, porém o mesmo horizonte anuviado da viagem toda. Não vi prédio algum; a pista realmente fca nos confns.

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Assim como me apaixonei por São Paulo em quatro dias, num dezembro passado, apaixonei-me por aeroportos e aviões em dez viagens, com direito a narração das atividades dos flaps e do recolhimento dos trens de pouso, na voz de meu pai. Amo decolar. Adoro estar sozinha em um aeroporto. Só não tenho coragem de pagar dez reais por um café com pão-de-queijo; guardo os biscoitinhos da companhia aérea para esses momentos.

* 2008, na revista Ponto e Vírgula, edição impressa #1 (and only)

guilty pleasures de uma nostálgica crônica

É, Mary, foram sofridas essas duas temporadas

1813, 1907, 1963. Não importa, minha nostalgia pelo passado transcende década, século. Sou das pessoas que assistiu Midnight in Paris e se viu completamente no Gil. E na Adriana ao mesmo tempo.  Então não preciso nem dizer que sou uma sucker por filmes de época. Especialmente se eles se passarem na Inglaterra.

O grande guilty pleasure mesmo são séries de época (pode-se dizer que é o meu equivalente a uma novela das 8), que eu posso passar horas assistindo. Recentemente duas, de produção britânica, tiveram vários episódios repetidos constantemente no meu computador. Downton Abbey é a primeira delas, e a certo ponto chegou realmente a um dramalhão digno de novela.

O andar de baixo também tem vez na história

Começou com o Titanic, (spoilers!) depois teve guerra, soldado paraplégico, primo morto que reaparece desfigurado, mulher que perde o filho, noiva que morre, empregado acusado de matar a esposa, e MUITA enrolação. Mais, só ano que vem PERAÍ. Imdb me diz que volta em setembro. Será?

Anyway, acho que toda essa fascinação inglesa vem muito de Jane Austen. Quando vi o Pride and Prejudice do Joe Wright, já me apaixonei. Mas foi bem depois que li os livros e comecei a entender os códigos sociais, os valores, como as coisas funcionavam, e fui me encantando por tudo. (Em Downton Abbey é interessante ver o que permanece e o que está mudando desses costumes)

Obs.: vida boa: ficar em casa lendo, desenhando, tocando piano e tomando chá enquanto espera aparecer um marido.

A fotografia ridícula desse filme

Pride and Prejudice foi um dos últimos livros da Jane Austen que li, e a partir daí passei a achar esse filme uma das melhores adaptações que já vi – suficientemente fiel e brilhantemente não-literal. Mas me faltava ainda ver a mais clássica adaptação, da BBC, que vale no mínimo por ver Colin Firth de Mr. Darcy (versão original, nesse caso, e não de [a também genial adaptação de P&P] Bridget Jones’s Diary). Estou revendo a minissérie, comecei ontem e vou ver mais um pouquinho antes de dormir.

Se você não sabe que vai ter casamento no fim de uma história da Jane Austen, você não merece spoiler alert

Me incomodam algumas coisas: a histeria exagerda da Mrs. Bennet (que me irrita profundamente, não consigo achar engraçado – que geralmente é minha reação à personagem dela) e como a Jane é sem gracinha, coitada. Mas eu gosto da Elizabeth. E do Darcy, não precisa nem dizer.

simplicidade

Pode não ser bonito. Pode não ser chique. Mas tem gostinho de infância

Nada de gorgonzola com damasco esses dias (peraí, é uma boa ideia pro cardápio de hoje a noite…). Muito misto quente compôs o meu cardápio da última semana do mês. Aí ontem, saindo para encontrar as meninas do Plural, olhei para o queijo e presunto e tive uma inspiração. Comprei um pote de pepinos em conserva Hemmer no mercado (fiéis moradores da minha geladeira) e fiz uma pastinha que eu costumava comer na casa da minha avó. Lembro de dormir lá quando criança e comer isso no café da manhã, no pão caseiro com manteiga.

Queijo picado + presunto picado + pepino em conserva picado + maionese = nham.

Coloquei um tiquinho de mostarda dijon que não deu nem para sentir o gosto. Não importa. Queijo e pepino em conserva é uma das primeiras combinações incríveis que descobri na vida.

E para acompanhar um cafézinho, pra que mais do que biscoitos de polvilho e coco e de canela? Quem faz é a mãe do Diego Souza.

 

e a sobremesa de hoje

 

Só pra não dizer que eu parei completamente de postar comida. Chocolate meio amargo derretido + avelãs picadas, espalhado sobre uma tábua coberta com papel filme e depois cortado em pedaços. Porque uma barra de chocolate apenas is not enough to tempt me*.

* parafraseando a arrogância inicial de Mr. Darcy.

deslumbrada, sim

Podem dizer que é fútil, elitista ou supervalorizado. É tudo verdade. Mas mesmo assim eu continuo sonhando com o dia que eu vou poder comprar uma bolsa Chanel. Hoje tudo que posso fazer é suspirar em uma vitrine, mas quem sabe, um dia, economizando por muito tempo, procurando no ebay, eu chegue lá. Não é só um “C” duplo invertido, é tudo que a marca representa, na história da moda e no meu imaginário. Eu não pago R$ 400 em um vestido da Colcci nem morta; mas ah, o que eu não faria por Chanel…

A única peça de designer que eu já comprei na vida foi a minha carteira, da Vivienne Westwood (aquela linda). Foi em um outlet, perto de Oxford, onde eu não tinha nem coragem de entrar nas lojas – Dior, Yves Saint Laurent, Burberry. Fui na V.W. só para passar o tempo e correr os dedos pelos tartans, como eu fiz uma vez com os Valentinos na Harrods. E estava lá ela, com 50% de desconto. A caixinha, o papel de seda, o envelopinho que guarda a nota com a garantia. Não tem igual. E mesmo sendo de tecido por fora, ela continua como nova, sem nunca ter saído da minha bolsa nos últimos dois anos.