compulsão controlada

Uma das coisas boas de compras online é a possibilidade de window shopping na internet.  Na verdade você nem fica só na vitrine – pode entrar na loja, bisbilhotar por todos os produtos, colocar tudo no carrinho, passar horas e no fim ir embora sem comprar nada. E nem passa vergonha da vendedora.

Eu estou com o carrinho cheio em umas três lojas virtuais, pelo menos. Depois que achei a Sephora.com.br, vivo olhando o que tem por lá – e comparando com os preços no exterior, o que me faz constatar que ela está beeem cara. Checando a cesta de compras: a única coisa que ficou lá é o iluminador High Beam, da Benefit, que eu achei bem mais barato na Asos.

Isso não significa que eu tenha comprado na Asos, again, apenas que coloquei no carrinho esse kit e um par de cílios postiços, que ainda estão lá. O site vai salvando as coisas que sobram no carrinho como “saved for later“, então tem oito coisas acumuladas lá. E mais duas saias no carrinho, que logo vão se unir à lista. Na American Apparel foram cinco itens hoje, todos em promoção. E realmente baratos, ainda por cima, as saias estão R$ 50. Resisti duramente.

Mas agora o campeão atual: a Amazon. E não, não são livros. Vi no Cupcakes and Cashmere a dica do glitter e caneta de cola e comecei a olhar compulsivamente a sessão de crafts. Tem carimbo, adesivo, perfurador de papel… e até canudinhos listrados no meu shopping cart. Total de itens: 25. Fui salvando tudo que via pela frente.

Saldo = horas de diversão, só um pouquinho de sofrimento, R$ 0 gastos

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a verdadeira vocação do youtube

Apesar de conhecer sua existência há tempo, eu estou só agora descobrindo verdadeiramente o mundo dos tutoriais de maquiagem e cabelo no youtube. Em uma formatura esses dias eu adaptei um penteado (sem as flores gigantescas, né) e as pessoas me perguntavam surpresas “você que fez?!”. Depois continuei pesquisando e assistindo… É viciante.

Eu tenho algumas restrições, porém. Para cabelo, tenho o agravante de ter cabelo curto – grande parte dos tutoriais são para tranças infinitas e up-dos volumosos. Para a maquiagem, eu sou chata. Gosto do básico – corretivo, bronzer, rímel, delineador… e quem sabe uma sombra entre tons de preto e marrom. Ah, e batom, mas isso eu sei usar sem tutorial.

Eis que, entre várias coisas legais espalhadas, achei dois canais que atendem minhas especificidades:

1. maquiagem de bom gosto

Achei primeiro esse tutorial do smoky cat eye (adoro o sotaque do cara falando), que ainda defendo como o melhor tutorial de maquiagem ever. Já testei, é simples e fica super bonito. No fim das contas até me rendeu um link novo, o blog da Emily é super legal. E ela parece ser uma fofa, btw.

Aí percebi que o vídeo é do canal da Estée Lauder. O marketing é ótimo, btw, porque eu já quero pelo menos dois estojos de sombra deles – eu, que quase não uso sombra. Tem vários tutoriais, não vi todos, mas dos que vi não tem nenhum que eu não usaria. Esse aqui é outro que curti:

2. madeixas gêmeas

Apesar de diferir em gosto musical, essa menina tem o corte quase igual ao meu. Ou seja, se ela pode fazer, eu também posso! Nesse vídeo aqui ela faz um penteado que eu sempre fiz, mas nunca soube como prender atrás (não dá para fazer um coque quando seu cabelo mal faz um rabinho). Problema resolvido:

Ela faz até as famigeradas beach waves

pesto burger

Mais um fruto de infortúnios na cozinha. Um molho pesto que não se concretizou – enchi de alho no processador e depois descobri que não tinha manjericão que chega  – virou tempero para o hamburger, ideia que surgiu depois que eu esqueci o freezer desligado e tive que consumir os pães com gergelim que estavam congelados. E também tinha o miolo do pão italiano que usei para a sopa semana passada. Então fiz um molhinho bem simples de maionese com mostarda dijon e batatas fritas de forno pra acompanhar (porque pra mim, às vezes, hamburger é só uma desculpa pra comer batata frita).

Esse conceito me fez pensar – será que ficaria bom hamburger com molho pesto?  Nah, acho que não. De qualquer forma, seria difícil bater o com gorgonzola – my favourite.

Anyway, o pesto burger com molho dijon foi uma coisa mais ou menos assim:

Hamburger

200g de carne moída

4 dentes de alho

umas 7 castanhas do pará

queijo parmesão ralado

manjericão fresco

azeite de oliva

1/4 de cebola picada

miolo de pão italiano despedaçado

sal e pimenta

Molho

2 colheres de sopa de maionese

2 colheres de café de mostarda dijon

+

pão com gergelim, queijo prato, alface e batata frita de forno para acompanhar

Preparo

Se quiser batatas fritas para acompanhar, essa é a hora de pré-aquecer o forno e colocar elas pra assar. Enquanto isso…

…as castanhas, alho, manjericão, queijo parmesão vão no processador de alimentos com um tanto de azeite. Vai formar uma pasta (que eu acho que ficaria ótima também em torradinhas, btw). Junte isso à carne moída, com o miolo de pão, cebola, sal e pimenta. Eu não tinha sal em casa (!), então usei bastante parmesão. há. (ótimo remédio para pressão, não ter sal em casa)

Faça uma bola com essa mistura e amasse em cima de um prato, até ficar da espessura que quiser. Deve dar uns 3 ou 4 hamburgers (eu fiz dois e o resto em minialmôndegas). Guarde na geladeira por uns 15 minutos, pelo menos, para não despedaçar na hora de fritar.

Aqueça azeite de oliva na frigideira e frite o hamburger. Quando estiver pronto, coloque uma fatia de queijo em cima e tampe. Enquanto isso toste o pão em outra frigideira. Faça o molho misturando a maionese e a mostarda e monte o sanduíche. A essa hora a batata está pronta (:

O molhinho serve pra mergulhar as batatas também, mas eu não vivo sem meu catchup heinz. Eu sempre soube que ele é infinitamente superior aos demais, o suficiente para converter uma former abominadora de catchup como eu. Mas com o tempo aprendi a comer outras marcas razoáveis, até que frente ao fim da última bisnaga de heinz tive que trocar por um sachet da hellmann’s no meio da refeição. Incomparável, triste demoção (essa palavra existe?). Então o potinho de catchup de hoje também foi para comemorar a nova bisnaga cheinha de doçura ❤

Junto ao catchup, mostarda dijon é um dos meus molhos preferidos. Mas essa marca que comprei é pouco picante e muito amarga. Não curti muito, não. Gosto daquela  que arde até o nariz.

Os mal compreendidos

A Carol Macário me emprestou hoje a Vida Simples desse mês pra eu ler a matéria da “Revanche da cozinha inglesa“. Quando li, imediatamente pensei na Luisa Frey, que adora uma viagem histórica pela gastronomia.

Bom, a Vida Simples é péssima na transposição pra internet, tem três parágrafos da matéria publicados como um texto (uns do começo, uns do meio e o último. parabéns). Mas a matéria basicamente fala que a comida inglesa era simples, aí vieram influências dos colonizados (curry! chá!), e aí veio a revolução industrial e a galera tinha que comer coisas to go (fish and chips!), e os pobres precisavam de um café da manhã forte (full breakfast!), e os ricos queriam frescura (high tea!), e aí veio a guerra e o racionamento de comida, e foi aí que a Inglaterra consagrou sua péssima fama culinária.

Pra mim, o que define a comida inglesa é justamente a simplicidade. Não tem grandes receitas complexas e com ingredientes pomposos como a francesa. É comfort food. Eu sinto saudade de fish and chips, de sunday roast com purê de batata, ervilha e yorkshide pudding, de scones com clotted cream e geléia de morango, de english muffins torradinhos com manteiga, de sticky toffee pudding, de earl grey (esse eu compro no angeloni pra matar a saudade) e do caramel shortcake da Thorntons (ah, tortura).

Anyway, o que curti mesmo é que no fim da matéria tem receitas:

– Fish and Chips

– Carne assada

P.s.: Quem quiser me dar um presente, check this out.

Lanchinho


Depois de uma semana de dieta, não resisti ao friozinho. As compras no mercado foram pães, queijos e ingredientes para sopa. E para matar a vontade, meu lanche da tarde foi uma adaptação da bruschetta de damasco e gorgonzola que comi com a Adri  e a Ingrid fim de semana passado, na Spaghetteria Santo Antônio. Foi friazinha mesmo, só o queijo e a fruta no pão integral.

P.s.: Na primeira página de pesquisa no google para “Spaghetteria Santo Antônio” fica aquela decepção de  quando o que você procura não tem site próprio”. Mas achei um link do Comer em Floripa, então tá aí.

Sopa improvisada do dia

A operação aproveitar-o-que-não-estragou-na-geladeira de hoje teve saldo positivo. O improviso deu certo e virou receita: taran, creme de tomate com pimentão e croutons! O gostinho do pimentão com o pão torradinho me lembra do pimentão recheado que sempre teve lá em casa, sempre fechado com uma rodela de pão – que era a parte mais gostosa e mais disputada do prato. Pois então, eis:

Ingredientes

4 dentes de alho picados
azeite de oliva
1 tomate maduro (o meu tava com cara de aguado, mas maduro é sempre melhor, né) em cubos
1/2 pimentão amarelo (ele era grande) em cubos
1 folha de louro
1 pitada de sal
pimenta do reino
1 fatia de pão
orégano

Preparo

Os dentes de alho picadinhos vão para a panela com o azeite. Quando começam a pegar cor, é a vez do pimentão, que fica ali uns dois minutinhos (péssima em estimar tempo). Depois, entra o tomate, o sal, a pimenta e a folha de louro. Um tanto de água em cima (use o bom senso) e fica tampado cozinhando até o tomate desmanchar bem.

Enquanto isso, picar o pão em cubinhos e colocar em uma forma, com orégano e azeite de oliva por cima. Eu faço no forninho-mini, então leva só 5 minutos. No forno grande tem que pré aquecer, etc… De qualquer forma, tirei ele antes de torrar, ficou só dobradinha por cima (ficou macio ainda, o que fez lembrar do pão do pimentão recheado, que só torra por fora).

Quando o tomate estiver desmanchado, tirar a tampa e deixar secar um pouco da água se necessário. Depois é só tirar a folha de louro e isso vai pro liqüidificador, o suficiente para desmanchar um pouco o pimentão mas deixando ainda pedaçudo.

Pronto! Vai pro prato com os croutons em cima. Não tem foto, porque eu tava com fome – e só descobri que ficou bom depois que comi, né.

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(O prato ficou assim)